quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Reunião do CMDCA de Marechal Thaumaturgo reúne decisões importantes para fortalecer a rede de proteção e preparar o processo de escolha do Conselho Tutelar em 2027.

Reunião Ordinária do CMDCA de Marechal Thaumaturgo

A escolha de um Conselho Tutelar começa muito antes de o eleitor chegar ao local de votação. Começa na organização das instituições, na clareza das regras e na disposição de assumir uma responsabilidade que atravessa mandatos: proteger crianças e adolescentes.

Na manhã de quinta-feira, 29 de outubro, essa preparação ganhou espaço na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo — SEMATUR. Reunidos das 7h30 às 9h15, conselheiros e conselheiras de direitos de Marechal Thaumaturgo debateram assuntos que, embora tenham nomes administrativos, alcançam diretamente a vida da população.

Presidida por Cleudon Silva França e secretariada pela primeira secretária Maria Marciane Gomes da Silva, a reunião ordinária do CMDCA teve como um dos primeiros assuntos a revisão final da minuta de atualização da Lei Municipal Nº 92/2019. Foram definidos ajustes em pontos pendentes, para posterior encaminhamento ao setor jurídico da Prefeitura.

Há uma diferença importante entre revisar uma minuta e concluir uma mudança na legislação. O texto ainda seguirá para análise e tramitação. Mas é justamente nessa etapa de preparação que o município pode esclarecer responsabilidades, enfrentar dúvidas e construir uma base mais consistente para os próximos passos.

O horizonte é o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar em 2027. O Estatuto da Criança e do Adolescente atribui ao CMDCA a responsabilidade pela realização desse processo, sob fiscalização do Ministério Público, e estabelece sua realização nacional a cada quatro anos, no primeiro domingo de outubro do ano seguinte ao da eleição presidencial. Organizar-se com antecedência, portanto, faz parte dessa responsabilidade.

Outro ponto foi a aprovação da atualização do Regimento Interno do CMDCA, com mudanças relacionadas aos dias das reuniões ordinárias, ao quórum para deliberação e à notificação dos conselheiros faltosos.

Essas regras ajudam a definir como o Conselho trabalha e decide. Sua importância aparece na continuidade das reuniões, na participação dos representantes e no registro dos encaminhamentos. Para conduzir um processo de escolha que exige confiança pública, o próprio colegiado precisa cultivar presença, organização e decisões fundamentadas, em consonância com a legislação.

A reunião também definiu o dia 30 de novembro de 2026 para a realização da 7ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, considerando as dificuldades apresentadas para assegurar as condições de realização do evento.

A Conferência oferece uma oportunidade de ampliar a conversa para além dos integrantes do Conselho. Ouvir a comunidade, os profissionais da rede e os próprios adolescentes pode aproximar o debate das situações vividas no município. Essa escuta contribui para que a preparação de 2027 considere, além das etapas do processo, o sentido da função que estará em disputa: atuar na defesa de direitos e responder às necessidades da infância e da adolescência.

Também foi constituída uma comissão de quatro conselheiros para coordenar o chamamento público de registro e renovação de entidades não governamentais e de inscrição e reavaliação de serviços, programas e projetos governamentais e não governamentais. O período definido foi de 9 de novembro a 9 de dezembro de 2026.

Atualizar esses registros permite ao Conselho conhecer melhor quem atua no município, quais iniciativas estão em funcionamento e como elas se relacionam com a proteção de crianças e adolescentes. Esse trabalho fortalece a organização da rede que dará suporte à atuação do Conselho Tutelar.

É importante compreender essa relação: o chamamento organiza entidades e iniciativas de atendimento e defesa de direitos; as regras de candidatura ao Conselho Tutelar deverão ser observadas na legislação e no edital próprio do processo de escolha. Cada etapa tem sua finalidade, e a clareza entre elas contribui para uma preparação transparente.

A manhã de trabalho deixou, assim, tarefas concretas: consolidar a minuta da lei, formalizar os encaminhamentos regimentais, organizar a Conferência e conduzir o chamamento público. São providências que exigem acompanhamento para que as decisões registradas em ata se transformem em ações.

Ao encerrar a reunião, o calendário de 2027 ainda estava adiante. A responsabilidade, porém, já estava presente. Porque uma escolha pública bem preparada depende do trabalho feito antes dos nomes, das campanhas e dos votos.

E, ao final desse caminho, estarão as crianças e os adolescentes de Marechal Thaumaturgo — razão de existir de cada reunião, de cada regra e de cada compromisso assumido pelo Conselho.



✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva Batista

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