terça-feira, 31 de março de 2026

Vozes que não se calam: Marnízia Cruz, a escola que transformou silêncio em consciência!

Escola Marnízia Cruz - NUCA - Sub Núcleo Triunfo

No último sábado, 28 de agosto, a Escola Marnízia Cruz deixou de ser apenas um espaço de ensino para se tornar palco de escuta, expressão e coragem. Em cada canto, ecoava mais que apresentações: havia histórias, sentimentos e, sobretudo, um chamado coletivo contra uma das mais duras realidades ainda presentes na sociedade — a violência contra a mulher.

A iniciativa, articulada pela Secretaria Municipal de Educação em alusão ao Dia Internacional da Mulher, ganhou forma e alma através de um projeto que uniu arte, reflexão e participação ativa dos estudantes. Não foi apenas um evento. Foi um posicionamento.

Entre poesias declamadas com a voz embargada, encenações carregadas de simbolismo e olhares atentos que denunciavam a urgência do tema, a escola se iluminou. Luzes não apenas físicas, mas aquelas que revelam, que tiram da sombra aquilo que precisa ser enfrentado.

E, nesse cenário de construção coletiva, um destaque especial: a presença marcante do NUCA – Sub Núcleo Vila Triunfo. Ao todo, 62 (sessenta e dois) integrantes participaram ativamente, muitos deles também alunos da própria escola, reforçando o elo entre educação, juventude e transformação social. Não estavam ali apenas como convidados — eram protagonistas de uma nova narrativa, onde jovens não se calam, se posicionam.

A mobilizadora e gestora da escola, Roberta Gomes, conduziu um dos momentos mais simbólicos da programação: a entrega de premiações aos vencedores dos concursos de melhor fotografia, melhor texto e melhor desenho. As produções fizeram parte do “Artevismo Pela Terra”, ação que também dialoga com o Dia Mundial da Água — outro tema urgente, outra luta que pede consciência.

Ali, naquele gesto simples de premiar, havia algo maior sendo celebrado: o poder da arte como ferramenta de mudança.

A união entre a Escola Marnízia Cruz, o NUCA e as secretarias municipais mostrou que, quando educação e sensibilidade caminham juntas, é possível plantar sementes profundas. Sementes de respeito, de empatia, de justiça.

Porque combater a violência contra a mulher não é apenas denunciar — é educar, é dialogar, é envolver.

E naquele sábado, em Marechal Thaumaturgo, fez-se mais do que um encerramento de projeto. Fez-se um recomeço.


















✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Roberta Gomes.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Histórico: Após Mobilização e Trabalho Técnico, Marechal Thaumaturgo Entra no Mapa Oficial do Turismo Brasileiro.

“Do esforço à conquista: Marechal Thaumaturgo entra no Mapa do Turismo Brasileiro”!

Vista de Aérea de Marechal Thaumaturgo - Rafael Nobre

No silêncio estratégico das políticas públicas — onde números, atas e documentos constroem destinos — uma conquista ganhou forma no dia 25 de março de 2026. O relatório do Sistema de Informação do Mapa do Turismo Brasileiro (SISMAPA) confirmou aquilo que, para muitos, já vinha sendo construído há meses nos bastidores: o município de Marechal Thaumaturgo agora integra oficialmente o Mapa do Turismo Acreano e Brasileiro.

A notícia, embora técnica à primeira vista, carrega uma dimensão profundamente humana. Não se trata apenas de inclusão em um sistema nacional, mas do reconhecimento de um esforço coletivo que exigiu persistência quase artesanal. Em Marechal Thaumaturgo, por exemplo, o caminho até aqui foi pavimentado com o chamado “trabalho de formiguinha”: reativar um conselho antes inativo, mobilizar pessoas para garantir quórum em reuniões, reunir documentos, alinhar exigências legais — tudo isso em um cenário onde os desafios logísticos e estruturais da região são parte do cotidiano.

O Mapa do Turismo Brasileiro, peça central do Programa de Regionalização do Turismo, funciona como um recorte estratégico do país. É por meio dele que o Ministério do Turismo direciona políticas públicas, investimentos e ações de desenvolvimento. Mais do que um cadastro, trata-se de um instrumento que mede, organiza e potencializa a economia do turismo com base em critérios técnicos, classificando os municípios conforme seu desempenho no setor.

Para ingressar nesse mapa, no entanto, não basta vontade política. É preciso cumprir uma série de condicionalidades rigorosas: ter uma estrutura administrativa dedicada ao turismo, garantir previsão orçamentária, manter um Conselho Municipal de Turismo ativo, regularizar prestadores de serviços no CADASTUR, integrar-se a uma região turística validada e formalizar a adesão ao programa federal. Cada um desses requisitos representa um degrau — Marechal Thaumaturgo subiram todos eles.

O resultado dessa jornada abre portas. Estar no Mapa significa acesso facilitado a recursos federais, prioridade em programas de qualificação profissional, maior visibilidade nacional e um direcionamento mais eficiente de investimentos. Em outras palavras, é o início de uma nova etapa, onde o potencial turístico — ainda pouco explorado — pode finalmente ser estruturado com planejamento e apoio institucional.

Em Marechal Thaumaturgo, o avanço não para por aqui. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo já direciona seu olhar para os próximos passos: a elaboração do Plano Municipal de Turismo e a criação do Fundo Municipal de Turismo, instrumentos essenciais para consolidar políticas permanentes no setor. Paralelamente, avança também a construção da legislação para o Conselho Municipal de Meio Ambiente, com a perspectiva de criação de um fundo específico — sinalizando uma visão integrada entre turismo e sustentabilidade.

A inclusão no Mapa do Turismo não é um ponto de chegada. É, antes de tudo, um marco simbólico de organização, pertencimento e reconhecimento. Para município de Marechal Thaumaturgo, localizados no coração da Amazônia acreana, essa conquista representa mais do que visibilidade: é a possibilidade concreta de transformar vocações naturais e culturais em oportunidades de desenvolvimento.

E assim, entre atas assinadas, reuniões persistentes e sonhos coletivos, um novo ponto surge no mapa — não apenas geográfico, mas também histórico. Porque, às vezes, é no detalhe de cada esforço silencioso que se desenham as grandes conquistas.





✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Arquivo pessoal Cleudon França.

segunda-feira, 23 de março de 2026

O Plantio do Futuro em Marechal Thaumaturgo

Entrega das mudas aos produtores

Nessa segunda-feira (23/03), o amanhecer em Marechal Thaumaturgo trouxe mais do que a luz suave tocando a floresta — trouxe consigo o sinal de um novo ciclo. Não daqueles que apenas passam, mas dos que se enraízam.

A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, deu continuidade ao Programa de Cafeicultura, iniciando uma etapa que carrega, em cada muda entregue, uma promessa silenciosa: a de transformar terra em sustento, trabalho em dignidade e esperança em colheita.

São cerca de 65 (sessenta e cinco) produtores beneficiados neste momento. Homens e mulheres que conhecem a linguagem da terra, que acordam antes do sol e que agora recebem, cada um, mais de 3 (três) mil mudas para cultivar aproximadamente um hectare de futuro. Não são apenas números — são vidas sendo fortalecidas, famílias sendo amparadas e comunidades sendo impulsionadas.

Hoje, essas mudas começam a deixar o papel e ganhar o chão. Seguem para o campo como sementes de um novo tempo produtivo, onde o verde das folhas de café se mistura ao verde da esperança.

Mas essa história começou antes. Começou lá atrás, com o chamado aos produtores, com inscrições, credenciamentos, visitas técnicas e olhares atentos sobre cada pedaço de terra. Cerca de 150 (cento e cinquenta) produtores atenderam a esse chamado. E, entre critérios e escolhas, 65 (sessenta e cinco) foram definidos para esta primeira etapa — não como os únicos, mas como os primeiros de um caminho que ainda vai se expandir.

Há também, por trás desse movimento, o gesto político que se transforma em ação concreta. A iniciativa conta com emenda do senador Sérgio Petecão, destinada para Prefeito Valdélio Furtado, como forma de fortalecer a cafeicultura e abrir novas possibilidades econômicas para o município.

E assim, entre mãos calejadas e mudas delicadas, Marechal Thaumaturgo escreve mais um capítulo da sua história — não com tinta, mas com terra. Não com palavras, mas com raízes.

Porque plantar café, aqui, é mais do que produzir. É acreditar que o futuro também nasce do chão. 

 













✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Pedro Jhonney II Assecom PMMTH.

domingo, 22 de março de 2026

Artevismo Ambiental: Quando a Água Virou Voz, Corpo e Resistência

1ª Corrida Ecológica Pela Água de Marechal Thaumaturgo

Em Marechal Thaumaturgo, a água não apenas corre — ela fala.

E nesta semana dedicada ao Dia Mundial da Água, ela foi ouvida como nunca. Não apenas nos leitos dos rios que desenham a vida do município, mas nas ruas, na praça, nos corpos em movimento, nas lentes, nas palavras e nos silêncios cheios de significado. Foi uma semana em que a arte deixou de ser apenas expressão e se tornou ação — Artevismo.

O grande evento de encerramento não foi apenas uma programação. Foi um manifesto vivo.

A cidade pulsava. E o primeiro grito veio em forma de passos firmes no chão: a 1ª Corrida Ecológica da Água de Marechal Thaumaturgo reuniu atletas no masculino e feminino, em um percurso que não media apenas velocidade, mas consciência. Cada chegada era mais que uma vitória — era um compromisso. Os três primeiros colocados de cada naipe receberam suas premiações, mas, naquele momento, todos já haviam cruzado uma linha maior: a do despertar coletivo.

E então, o corpo virou linguagem.

Na roda, as crianças mostraram que o futuro já sabe gingar. A apresentação de capoeira trouxe não apenas movimentos, mas raízes — um elo entre cultura, resistência e natureza. Ali, cada golpe era também um gesto de preservação.

Logo depois, a força feminina tomou o espaço com a apresentação de dança Rit Box. Mulheres do município, em sintonia, transformaram energia em mensagem. Seus passos ecoavam como ondas — firmes, belas e necessárias — lembrando que cuidar da água também é um ato de coragem e protagonismo.

A arte também ganhou tela.

O público foi conduzido a uma jornada sensível com a exibição inédita e o lançamento oficial do documentário “Os Caminhos que Levam ao Santuário de Nova Olinda”. Um convite à contemplação, à memória e ao pertencimento. Um filme que não apenas mostra caminhos — mas revela conexões profundas entre território, cultura e natureza.

E como toda grande história precisa ser celebrada, vieram as premiações.

Foram reconhecidos os talentos da corrida ecológica e também dos concursos de desenho, fotografia e texto. Em cada traço, em cada imagem e em cada palavra, a água foi protagonista. Os três primeiros colocados de cada categoria receberam suas honrarias, mas o verdadeiro prêmio estava na construção de um olhar mais sensível sobre o mundo ao redor.

Foi mais que uma semana de atividades. Foi uma travessia de consciência.

Em Marechal Thaumaturgo, onde os rios são caminhos, sustento e identidade, falar de água é falar de vida. É entender que ela não é apenas recurso — é pertencimento. É estrada, alimento e história viva que corre entre as comunidades.

O projeto pioneiro, realizado pela Prefeitura de Marechal Thaumaturgo, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, com apoio das demais secretarias, do grupo NUCA (Sede e Vila Triunfo), do Exército Brasileiro – PEF Marechal Thaumaturgo de Azevedo e da Polícia Militar, mostrou que quando instituições e comunidade caminham juntas, o impacto vai além do evento — ele se transforma em legado.

E ao final, quando as luzes se apagaram e os aplausos silenciaram, algo permaneceu aceso:

A certeza de que, ali, a água não apenas foi tema. Ela foi voz. Ela foi arte. Ela foi luta. Ela foi vida.

E o que fica, para além dos aplausos e das luzes que se apagam, é o legado vivo dessas ações: uma consciência coletiva mais forte, enraizada no respeito e no cuidado com a água. Cada passo da corrida, cada gesto da dança, cada imagem registrada e cada palavra escrita plantaram sementes no coração da comunidade. Sementes que agora germinam em atitudes — no uso responsável, na proteção dos rios, na valorização das nossas fontes de vida. Em Marechal Thaumaturgo, onde a água é caminho, sustento e identidade, o compromisso firmado durante essa semana não se encerra no calendário: ele segue corrente, como nossos rios, guiando as próximas gerações na missão de preservar esse bem tão precioso que é a água.

















✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Rafael Nobre, Sávio Batista e Jardenilson Vieira.

POSTAGEM EM DESTAQUE

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“O Tempo Nos Trouxe o Progresso: O Saudoso Seringal Minas Gerais é Agora, a Bela Cidade de Marechal Thaumaturgo”!   Marechal Thaumatur...