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| A Copinha Contra o Racismo |
O futebol de Marechal Thaumaturgo chega a mais um
momento de expectativa. A 5ª Copinha Thaumaturgo de Futebol — Campeonato
Thaumaturguense de Futebol de Base 2026 reúne três finais inéditas e um
reencontro que já faz parte da memória da competição. Entre a busca pela
primeira taça e a tentativa de ampliar conquistas, as equipes finalistas levam
à Arena Thaumaturgo histórias que mobilizam atletas, famílias e torcedores.
Realizada pela Escolinha CF7 e pelo
Núcleo de Cidadania de Adolescentes — NUCA Thaumaturgo, com promoção
especial da Prefeitura Municipal, a competição também assume um compromisso
educativo. O encontro em torno da bola abre espaço para trabalhar temas que
atravessam a vida dos adolescentes e suas relações com a comunidade.
Enfrentamento ao racismo e equidade étnico-racial;
igualdade de gênero e empoderamento de meninas; mudanças climáticas e meio
ambiente; prevenção às violências e direitos humanos integram essa proposta. São iniciativas e ações
vinculadas à aplicação do Plano de Participação Cidadã de Adolescentes —
PPCA, aproximando a prática esportiva do exercício da cidadania.
Esse compromisso ganha sentido nas relações
construídas dentro e fora do campo. Está no respeito às diferentes origens dos
participantes, na valorização das meninas como protagonistas do esporte e na
responsabilidade de competir sem transformar a rivalidade em violência. Também
está na oportunidade de conversar sobre o território onde esses adolescentes
vivem e sobre o cuidado com o meio ambiente.
É com esse horizonte que a Copinha chega às
decisões.
No Sub-17/18, SPORT BOYS e
ESCOLINHA CF7 disputarão uma final inédita. Pela terceira vez na decisão, o
Sport Boys busca o bicampeonato. A CF7, finalista da primeira edição, retorna
com o sonho de conquistar seu primeiro título. O encontro coloca frente a
frente a experiência de quem já levantou a taça e a esperança de quem trabalhou
para voltar a disputá-la.
No Sub-20/21, SPORT BOYS e ESCOLINHA FLA
se enfrentarão na grande final pela terceira vez. O Sport Boys busca o tetracampeonato;
a Escolinha Fla, o bicampeonato. O reencontro acrescenta um novo capítulo à
trajetória das equipes e renova uma expectativa própria do futebol: por mais
conhecida que seja a rivalidade, cada decisão precisa ser construída lance a
lance.
Na categoria Feminina, YORENKA TASORENTSI
e BAYERN DE MUNIQUE disputarão uma conquista inédita para ambas. A final
assegura um novo nome na galeria de campeãs e dá visibilidade ao talento e à
dedicação das atletas.
Dentro de uma competição que trabalha a igualdade
de gênero e o empoderamento de meninas, essa presença tem especial significado.
Valorizar o futebol feminino envolve reconhecer suas protagonistas, incentivar
a participação e construir condições para que mais meninas encontrem no esporte
um espaço de pertencimento e desenvolvimento.
Na categoria Olímpica, SPORT BOYS e
GRÊMIO 1º PEF protagonizam outra final inédita, em uma série de três jogos.
Campeão de todas as edições anteriores da categoria e ainda invicto na história
da competição, o Sport Boys já deu um passo importante rumo ao tetracampeonato.
O Grêmio 1º PEF busca construir sua própria conquista diante de uma trajetória
marcada pela hegemonia do adversário.
As quatro decisões concentram a atenção das
torcidas, mas a proposta da Copinha também pede um olhar para o que permanece
depois do resultado. Aprender a respeitar um adversário, reconhecer uma atitude
discriminatória, rejeitar a violência e compreender os próprios direitos são
experiências que acompanham os adolescentes para além da partida.
O esporte oferece oportunidades para esse
aprendizado. Uma decisão contestada, uma derrota difícil ou uma comemoração
tornam concretos os valores que a competição se propõe a trabalhar. Nesse
ambiente, atletas, organização, comissões técnicas e torcedores compartilham a
responsabilidade de fazer do campo um espaço de respeito.
Quando os campeões forem conhecidos, as taças
registrarão os vencedores de 2026. A contribuição da Copinha também poderá ser
reconhecida nos vínculos fortalecidos e no espaço aberto à participação dos
adolescentes.
Na Arena Thaumaturgo, disputar um título e aprender a conviver fazem parte da mesma caminhada. É assim que a competição escreve sua história no futebol e participa da formação de quem ajuda a construí-la.
✍️ Por: Cleudon França
📸 Fotos: Lara Cláudia.



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