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| Evento em Marechal Thaumaturgo |
A campanha de Isaac Piyãko viveu um
sábado especial, marcado por dois grandes eventos no Vale do Juruá. No dia 26
de setembro, o som dos motores tomou as ruas de Cruzeiro do Sul logo pela
manhã. Centenas de motos e carros participaram da carreata, enquanto bandeiras se
erguiam, famílias acompanhavam a passagem dos veículos e moradores saíam de
casa para ver a mobilização de perto. Na capital do Juruá, o encontro mostrou o
apoio recebido por uma candidatura que nasceu em Marechal Thaumaturgo e passou
a reunir pessoas em outras cidades da região.
Mas aquele sábado ainda guardava um
segundo encontro. Ao final do dia, a campanha chegou a Marechal Thaumaturgo,
onde a recepção tinha um sentimento diferente. Era a cidade de Isaac Piyãko. O
lugar onde sua história pessoal se confunde com sua trajetória pública, onde
ele foi prefeito por dois mandatos e onde muitos o chamam, antes de qualquer
título, de filho da terra.
Centenas de carros e motos, além de
pessoas que acompanharam o percurso a pé, tomaram as ruas enquanto apoiadores
celebravam sua chegada. Pelo número de
participantes e veículos, a mobilização o tornou a maior carreata já realizada
no município em torno de uma candidatura a deputado estadual.
Para quem estava ali, era um acontecimento histórico: uma longa sequência de
motos e carros atravessando Marechal Thaumaturgo, acompanhada por moradores que
saíam de casa para ver a passagem do cortejo.
Mais do que o tamanho da carreata,
chamava atenção a emoção de quem aguardava Isaac: conhecidos de muitos anos,
amigos, famílias e pessoas que acompanharam de perto sua caminhada. Cada aceno
parecia carregar uma lembrança. Em meio ao barulho dos motores e à movimentação
das ruas, havia também o sentimento de reencontro entre um filho da terra e a
cidade onde construiu parte tão importante de sua história.
A história de Isaac Piyãko também é a
de barreiras enfrentadas. Ao se tornar o primeiro prefeito indígena de Marechal
Thaumaturgo e do Acre, ele ocupou um espaço do qual os povos indígenas foram
afastados por muito tempo. Chegar até ali significou enfrentar preconceitos e
racismo. Governar significou transformar aquele marco em trabalho, decisões e
políticas públicas para um município que conhece bem as dificuldades impostas
pela distância e pelo acesso aos serviços.
Seus apoiadores lembram sua gestão
como um período de novas ideias e avanços para Marechal Thaumaturgo. Falam de
progresso, de desenvolvimento e, sobretudo, da possibilidade de olhar para o
futuro sem esquecer quem construiu a história deste território. É essa memória
que ajuda a explicar por que sua volta às ruas da cidade, agora como candidato
a deputado estadual, despertou tanta emoção.
Marechal Thaumaturgo segue hoje sob a
gestão de outro filho da terra, Valdélio Furtado, que abraçou a candidatura do
conterrâneo e amigo. A presença dos dois nessa caminhada representa, para seus
apoiadores, um compromisso compartilhado com o município e com as pessoas que
vivem nele.
Ao longo daquele sábado, o Juruá viu
duas mobilizações em cidades diferentes. Cruzeiro do Sul abriu o dia com uma
carreata que reuniu centenas de veículos. Marechal Thaumaturgo encerrou a
jornada com uma recepção que os participantes descrevem como histórica, tanto
pela quantidade de motos, carros e pessoas quanto pelo sentimento de pertencimento
que tomou as ruas. Entre uma cidade e outra, permaneceram as imagens de quem
acenou das calçadas, levantou uma bandeira ou simplesmente parou para
acompanhar a passagem do cortejo.
Campanhas são feitas de discursos e encontros. Algumas também despertam lembranças. Para quem esteve nas ruas em 26 de setembro, aquele sábado contou a história de um homem que saiu de Marechal Thaumaturgo, abriu caminhos como liderança indígena e voltou para encontrar seu povo. E contou, acima de tudo, a história das pessoas que fizeram questão de estar presentes nesse reencontro.
✍️ Por:
Cleudon França
📸 Fotos: Pedro
Wictor e Autorias Diversas.

















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