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| Presentes a referida reunião |
Em Marechal Thaumaturgo, as mudanças
do clima não são percebidas apenas nos estudos, nos gráficos ou nos relatórios
técnicos. Elas aparecem no nível dos rios, na intensidade do verão, na força
das chuvas, nas queimadas, na produção dos agricultores e na rotina das
famílias que vivem na cidade, nas comunidades ribeirinhas, nos projetos de
assentamento, na Reserva Extrativista do Alto Juruá e nas terras indígenas.
Foi pensando nessa realidade que, na
sexta-feira, 11 de setembro de 2026, o Gabinete do Prefeito se tornou espaço de
diálogo, planejamento e compromisso com o futuro. A equipe técnica municipal do
Programa AdaptaCidades, juntamente com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente
e Turismo – SEMATUR, reuniu-se com o prefeito, o vice-prefeito e os secretários
municipais para apresentar oficialmente o Programa e iniciar o alinhamento
entre as diferentes áreas da administração pública.
Ao redor da mesa, o assunto era
técnico, mas profundamente humano. Falar de adaptação climática é falar da
família que teme perder sua produção depois de uma seca prolongada; da
comunidade que enfrenta dificuldades durante uma enchente; das crianças e dos
idosos atingidos pela fumaça das queimadas; e dos povos da floresta que
percebem, antes de muitos, que o equilíbrio da natureza está mudando.
A reunião marcou o início de uma
caminhada coletiva para a elaboração do Plano Municipal de Adaptação e Resiliência
às Mudanças Climáticas. Mais do que um documento, o Plano deverá representar a
união de conhecimentos técnicos, experiências comunitárias e decisões públicas
capazes de preparar Marechal Thaumaturgo para enfrentar os impactos da
emergência climática.
O desafio exige a participação de
todas as Secretarias, porque as consequências das mudanças climáticas alcançam
diferentes setores. Elas afetam a saúde, a educação, a assistência social, a
produção rural, o abastecimento, a mobilidade, o meio ambiente e a própria
segurança das comunidades. Por isso, adaptar o Município significa planejar
ações de prevenção, reduzir vulnerabilidades e fortalecer sua capacidade de
resposta diante de eventos extremos.
Durante o encontro, a equipe da
SEMATUR também apresentou as minutas dos projetos de lei que instituem a
Política Municipal do Meio Ambiente – PMMA, o Sistema Municipal do Meio
Ambiente – SMMA, o Conselho Municipal do Meio Ambiente – CONDEMA e o Fundo
Municipal do Meio Ambiente – FMMA. As propostas, que já se encontram sob
análise do setor jurídico do Poder Executivo, representam pilares importantes
para organizar e fortalecer a gestão ambiental municipal.
Também foi apresentada a minuta do
projeto de lei voltada à prevenção e à proibição das queimadas urbanas, da
queima irregular de resíduos sólidos e dos danos causados pelo uso do fogo ao
meio ambiente e ao patrimônio público. A proposta estabelece infrações, sanções
e procedimentos administrativos, além de prever a articulação com os órgãos
responsáveis pelos territórios rurais, pela Reserva Extrativista do Alto Juruá,
pelas terras indígenas e pelos projetos de assentamento.
Cada uma dessas propostas carrega uma
responsabilidade que vai muito além das paredes do Gabinete. Elas tratam da
proteção do ar que se respira, das águas que sustentam as comunidades, da
floresta que abriga vidas e culturas e do território que será deixado para as
próximas gerações. A construção desse novo caminho não acontecerá somente por
meio de leis ou decisões administrativas. Será necessário ouvir quem vive às
margens dos rios, quem trabalha na agricultura, quem protege a floresta e quem
conhece profundamente cada região do Município. O enfrentamento à emergência
climática precisa nascer do diálogo com as comunidades e do respeito aos
diferentes modos de vida existentes em Marechal Thaumaturgo.
Na Presente data, começou a ser escrito um novo capítulo da história ambiental do Município. Um capítulo guiado pela responsabilidade de agir no presente para proteger o amanhã. Porque preparar Marechal Thaumaturgo para as mudanças climáticas é, acima de tudo, cuidar das pessoas, defender a floresta e garantir que as futuras gerações continuem encontrando nos rios e na natureza não apenas a memória de seu povo, mas também a esperança de um futuro mais seguro, sustentável e resiliente.
✍️ Por:
Cleudon França
📸 Fotos: Pedro
Wictor II Assecom PMMTH.


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