terça-feira, 3 de novembro de 2026

Corrida de Bajola se consolida entre os maiores atrativos do Festival do Feijão e do aniversário de Marechal Thaumaturgo

Coorredores e Autoridades antes da largada de mais uma edição da corrida de bajola

Em Marechal Thaumaturgo, os rios são caminhos, sustento e pontos de encontro. Durante as festividades do município, também se tornam cenário de competição. Ao som dos motores, a corrida de bajola mobilizou a população na manhã desta terça-feira, 3 de novembro, segundo dia da programação dos 34 anos da cidade e do 9º Festival do Feijão.

A modalidade carrega uma história construída pela iniciativa de seus próprios participantes. A primeira edição nasceu da disposição dos corredores de organizar a disputa. Depois, incorporada à programação oficial do festival e do aniversário municipal, ganhou espaço e se consolidou como um dos grandes atrativos culturais e esportivos da celebração.

Essa trajetória tem a marca do compromisso dos bajoleiros de Marechal Thaumaturgo. São eles que mantêm a prática viva e ajudam a ampliar sua presença no calendário festivo. O apoio do Executivo municipal, com a promoção das corridas e a oferta de premiações, fortalece esse movimento e incentiva o crescimento da modalidade.

Neste ano, a competição alcançou um novo marco: pela primeira vez, foi realizada em quatro categorias — Força Livre 6,5 HP; Força Livre 13 HP; Canoa de Popa Larga, com motores de 13, 15 ou 16 HP; e Jet 18 HP. A participação de corredores de Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Tarauacá ampliou o encontro e aproximou municípios que compartilham a relação cotidiana com as águas.

Na disputa, uma embarcação familiar à vida ribeirinha assume outro papel. O motor que acompanha deslocamentos e jornadas de trabalho passa a marcar o ritmo da competição. A habilidade de conduzir, o conhecimento da embarcação e a vontade de vencer encontram espaço em uma festa que reconhece os costumes de seu povo.

O valor da corrida, porém, vai além da chegada. Está também na capacidade de transformar uma iniciativa dos próprios moradores em tradição coletiva. Ao ocupar lugar de destaque nas comemorações, os bajoleiros mostram que a cultura local se fortalece quando seus protagonistas encontram incentivo e reconhecimento.

Entre o Festival do Feijão e a celebração de mais um aniversário, Marechal Thaumaturgo reafirma sua identidade. Nas águas que conectam comunidades e histórias, a corrida de bajola escreve mais um capítulo: o de uma paixão que nasceu entre corredores e conquistou seu lugar na festa da cidade.








✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Assecom // PMMTH.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Antes da Festa, a Memória: Marechal Thaumaturgo Inicia Seus 34 Anos Com Fé e Saudade.

Prefeito Valdélio Furtado e Vice Edésio Matos Participam da Santa Missa

Uma cidade também faz aniversário com as lembranças de quem ajudou a construí-la. Antes das celebrações que movimentarão Marechal Thaumaturgo nos próximos dias, houve espaço para a oração, para a saudade e para a homenagem àqueles que permanecem na história das famílias.

Nessa segunda-feira, 2 de novembro, a Santa Missa em alusão ao Dia de Finados marcou a abertura das festividades pelos 34 anos do município e da 9ª edição do Festival do Feijão. Reunida em celebração, a comunidade iniciou a programação com um gesto de respeito à memória dos que partiram.

A coincidência entre o início da festa e uma data dedicada à lembrança trouxe um significado especial à primeira noite. Celebrar o presente de Marechal Thaumaturgo também passa por reconhecer as vidas que fazem parte de sua trajetória: familiares, amigos e moradores cuja contribuição permanece nos afetos, nos ensinamentos e na caminhada de quem ficou.

Conduzida pelo padre Orlando, pároco do município, a missa destacou a fé e a esperança como amparo diante da ausência.

“Celebrar o Dia de Finados é renovar nossa fé e manter viva a memória daqueles que fizeram parte da nossa história”, afirmou o sacerdote, que também deixou uma mensagem de esperança e união às famílias thaumaturguenses.

Entre a saudade de cada família e a história coletiva do município, a celebração estabeleceu uma ligação que vai além do calendário oficial. Por trás de cada aniversário de uma cidade, existem gerações de pessoas que trabalharam, criaram seus filhos, compartilharam dificuldades e alimentaram sonhos naquele lugar.

O prefeito Valdelio Furtado ressaltou esse reconhecimento durante a abertura. “Celebrar os 34 anos de Marechal Thaumaturgo também é reconhecer a história de cada família que contribuiu para o crescimento da nossa cidade”, declarou. Em sua mensagem, destacou o respeito, a reflexão e o desejo de renovação da esperança para a população.

O Festival do Feijão e o aniversário municipal abrem, assim, dias de celebração precedidos por um momento de recolhimento. A fé e a tradição deram o tom inicial de uma programação que reúne a comunidade em torno de sua própria identidade.

Na primeira noite, Marechal Thaumaturgo encontrou na oração uma forma de celebrar sua história. Uma história que continua sendo escrita por quem vive aqui e que guarda, com carinho, os nomes de quem ajudou a chegar até estes 34 anos.








✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Pedro Wictor // Assecom // PMMTH.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Primeiro encontro do Grupo de Trabalho Intersetorial inicia a revisão do Plano Municipal da Primeira Infância com atenção às diferenças étnico-raciais, territoriais, socioambientais e climáticas.

Membros Grupo de Trabalho

Em Marechal Thaumaturgo, pensar a primeira infância é olhar para os caminhos que uma criança percorre desde os primeiros anos de vida. Alguns passam pelas ruas da sede. Outros acompanham os rios, alcançam comunidades ribeirinhas, atravessam territórios indígenas e ligam famílias aos serviços de saúde, educação e proteção social.

Esses caminhos têm distâncias, condições e necessidades diferentes. Reconhecê-los é parte do desafio de construir uma política pública que chegue a todas as crianças.

Foi com esse horizonte que, na manhã de 29 de outubro de 2026, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo — SEMATUR recebeu o primeiro encontro do Grupo de Trabalho Intersetorial responsável pela revisão e atualização do Plano Municipal da Primeira Infância de Marechal Thaumaturgo — PMPI/MTH.

Realizada das 9h15min às 10h45min, a reunião foi conduzida por Cleudon Silva França, Articulador Municipal do Selo UNICEF e Coordenador do Grupo de Trabalho, e secretariada por Sávio Silva Batista, colaborador da SEMATUR e integrante do grupo. O encontro reuniu membros de diferentes áreas para apresentar o Plano, discutir a metodologia e organizar as próximas etapas dessa construção coletiva.

Por trás dos termos técnicos, uma questão dá sentido ao trabalho: como transformar as necessidades das crianças em prioridades concretas para o município?

A resposta exige reunir conhecimentos. A educação acompanha a aprendizagem e as condições de acesso à escola. A saúde observa o crescimento e o desenvolvimento infantil. A assistência social e a rede de proteção conhecem situações de vulnerabilidade que exigem cuidado. O meio ambiente ajuda a compreender como o território e suas transformações interferem na vida das famílias. O trabalho intersetorial cria condições para que essas experiências se encontrem.

Durante a reunião, os participantes foram distribuídos em grupos temáticos, conforme suas áreas de atuação. A tarefa será levantar e atualizar indicadores, debater necessidades e propor ações para a versão revisada do PMPI. Os números terão importância nesse percurso, desde que ajudem a enxergar as crianças e suas condições de vida.

É nesse ponto que a equidade étnico-racial precisa atravessar o planejamento. Considerar as infâncias indígenas, negras e de outros grupos presentes no município implica reconhecer identidades, culturas, formas de cuidado e possíveis desigualdades no acesso aos direitos. Essa perspectiva pede atenção ao enfrentamento da discriminação e à valorização dos saberes das famílias e comunidades.

A equidade territorial, por sua vez, coloca as distâncias dentro da discussão. Uma ação planejada para a sede pode exigir outra organização para alcançar o interior. O deslocamento, o transporte e a disponibilidade dos serviços influenciam o acesso ao atendimento. Por isso, o lugar onde uma criança vive precisa ser considerado na definição das estratégias.]

As perspectivas socioambiental e climática também aproximam o Plano da realidade amazônica. A qualidade da água, o saneamento, a destinação dos resíduos e as condições do ambiente fazem parte do cuidado com a infância. Estiagens, cheias, fumaça e calor precisam entrar no planejamento como questões capazes de afetar a saúde, a rotina e o acesso das famílias aos serviços.

Incorporar essas dimensões significa formular perguntas mais precisas: quais crianças estão mais expostas? Em quais localidades? Que informações ainda faltam? Quais ações podem prevenir riscos e assegurar a continuidade do atendimento?

O primeiro encontro abriu espaço para organizar essa busca. Cada grupo terá reuniões específicas para reunir informações e desenvolver propostas. No dia 17 de novembro, os integrantes voltarão a se encontrar para apresentar os dados levantados e trabalhar na revisão do texto. A apresentação do Plano à comunidade está prevista para 30 de novembro, durante a 7ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Até lá, haverá um trabalho de escuta, análise e articulação. A qualidade do documento dependerá da capacidade de transformar essas contribuições em objetivos, ações e formas de acompanhamento que façam sentido para o município.

Ao término da reunião, o Plano ainda estava em construção. Estavam organizados, porém, os primeiros passos de uma tarefa que exige continuidade e responsabilidade compartilhada.

Entre as ruas da sede e os caminhos dos rios, há crianças crescendo agora. É para elas que o planejamento precisa encontrar direção — respeitando suas identidades, compreendendo seus territórios e assegurando que as diferenças sejam consideradas na construção de oportunidades.





✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva Batista

Reunião do CMDCA de Marechal Thaumaturgo reúne decisões importantes para fortalecer a rede de proteção e preparar o processo de escolha do Conselho Tutelar em 2027.

Reunião Ordinária do CMDCA de Marechal Thaumaturgo

A escolha de um Conselho Tutelar começa muito antes de o eleitor chegar ao local de votação. Começa na organização das instituições, na clareza das regras e na disposição de assumir uma responsabilidade que atravessa mandatos: proteger crianças e adolescentes.

Na manhã de quinta-feira, 29 de outubro, essa preparação ganhou espaço na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo — SEMATUR. Reunidos das 7h30 às 9h15, conselheiros e conselheiras de direitos de Marechal Thaumaturgo debateram assuntos que, embora tenham nomes administrativos, alcançam diretamente a vida da população.

Presidida por Cleudon Silva França e secretariada pela primeira secretária Maria Marciane Gomes da Silva, a reunião ordinária do CMDCA teve como um dos primeiros assuntos a revisão final da minuta de atualização da Lei Municipal Nº 92/2019. Foram definidos ajustes em pontos pendentes, para posterior encaminhamento ao setor jurídico da Prefeitura.

Há uma diferença importante entre revisar uma minuta e concluir uma mudança na legislação. O texto ainda seguirá para análise e tramitação. Mas é justamente nessa etapa de preparação que o município pode esclarecer responsabilidades, enfrentar dúvidas e construir uma base mais consistente para os próximos passos.

O horizonte é o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar em 2027. O Estatuto da Criança e do Adolescente atribui ao CMDCA a responsabilidade pela realização desse processo, sob fiscalização do Ministério Público, e estabelece sua realização nacional a cada quatro anos, no primeiro domingo de outubro do ano seguinte ao da eleição presidencial. Organizar-se com antecedência, portanto, faz parte dessa responsabilidade.

Outro ponto foi a aprovação da atualização do Regimento Interno do CMDCA, com mudanças relacionadas aos dias das reuniões ordinárias, ao quórum para deliberação e à notificação dos conselheiros faltosos.

Essas regras ajudam a definir como o Conselho trabalha e decide. Sua importância aparece na continuidade das reuniões, na participação dos representantes e no registro dos encaminhamentos. Para conduzir um processo de escolha que exige confiança pública, o próprio colegiado precisa cultivar presença, organização e decisões fundamentadas, em consonância com a legislação.

A reunião também definiu o dia 30 de novembro de 2026 para a realização da 7ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, considerando as dificuldades apresentadas para assegurar as condições de realização do evento.

A Conferência oferece uma oportunidade de ampliar a conversa para além dos integrantes do Conselho. Ouvir a comunidade, os profissionais da rede e os próprios adolescentes pode aproximar o debate das situações vividas no município. Essa escuta contribui para que a preparação de 2027 considere, além das etapas do processo, o sentido da função que estará em disputa: atuar na defesa de direitos e responder às necessidades da infância e da adolescência.

Também foi constituída uma comissão de quatro conselheiros para coordenar o chamamento público de registro e renovação de entidades não governamentais e de inscrição e reavaliação de serviços, programas e projetos governamentais e não governamentais. O período definido foi de 9 de novembro a 9 de dezembro de 2026.

Atualizar esses registros permite ao Conselho conhecer melhor quem atua no município, quais iniciativas estão em funcionamento e como elas se relacionam com a proteção de crianças e adolescentes. Esse trabalho fortalece a organização da rede que dará suporte à atuação do Conselho Tutelar.

É importante compreender essa relação: o chamamento organiza entidades e iniciativas de atendimento e defesa de direitos; as regras de candidatura ao Conselho Tutelar deverão ser observadas na legislação e no edital próprio do processo de escolha. Cada etapa tem sua finalidade, e a clareza entre elas contribui para uma preparação transparente.

A manhã de trabalho deixou, assim, tarefas concretas: consolidar a minuta da lei, formalizar os encaminhamentos regimentais, organizar a Conferência e conduzir o chamamento público. São providências que exigem acompanhamento para que as decisões registradas em ata se transformem em ações.

Ao encerrar a reunião, o calendário de 2027 ainda estava adiante. A responsabilidade, porém, já estava presente. Porque uma escolha pública bem preparada depende do trabalho feito antes dos nomes, das campanhas e dos votos.

E, ao final desse caminho, estarão as crianças e os adolescentes de Marechal Thaumaturgo — razão de existir de cada reunião, de cada regra e de cada compromisso assumido pelo Conselho.



✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva Batista

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Copinha Thaumaturgo 2026: Quatro Decisões e um Compromisso com a Cidadania

A Copinha Contra o Racismo

O futebol de Marechal Thaumaturgo chega a mais um momento de expectativa. A 5ª Copinha Thaumaturgo de Futebol — Campeonato Thaumaturguense de Futebol de Base 2026 reúne três finais inéditas e um reencontro que já faz parte da memória da competição. Entre a busca pela primeira taça e a tentativa de ampliar conquistas, as equipes finalistas levam à Arena Thaumaturgo histórias que mobilizam atletas, famílias e torcedores.

Realizada pela Escolinha CF7 e pelo Núcleo de Cidadania de Adolescentes — NUCA Thaumaturgo, com promoção especial da Prefeitura Municipal, a competição também assume um compromisso educativo. O encontro em torno da bola abre espaço para trabalhar temas que atravessam a vida dos adolescentes e suas relações com a comunidade.

Enfrentamento ao racismo e equidade étnico-racial; igualdade de gênero e empoderamento de meninas; mudanças climáticas e meio ambiente; prevenção às violências e direitos humanos integram essa proposta. São iniciativas e ações vinculadas à aplicação do Plano de Participação Cidadã de Adolescentes — PPCA, aproximando a prática esportiva do exercício da cidadania.

Esse compromisso ganha sentido nas relações construídas dentro e fora do campo. Está no respeito às diferentes origens dos participantes, na valorização das meninas como protagonistas do esporte e na responsabilidade de competir sem transformar a rivalidade em violência. Também está na oportunidade de conversar sobre o território onde esses adolescentes vivem e sobre o cuidado com o meio ambiente.

É com esse horizonte que a Copinha chega às decisões.

No Sub-17/18, SPORT BOYS e ESCOLINHA CF7 disputarão uma final inédita. Pela terceira vez na decisão, o Sport Boys busca o bicampeonato. A CF7, finalista da primeira edição, retorna com o sonho de conquistar seu primeiro título. O encontro coloca frente a frente a experiência de quem já levantou a taça e a esperança de quem trabalhou para voltar a disputá-la.

No Sub-20/21, SPORT BOYS e ESCOLINHA FLA se enfrentarão na grande final pela terceira vez. O Sport Boys busca o tetracampeonato; a Escolinha Fla, o bicampeonato. O reencontro acrescenta um novo capítulo à trajetória das equipes e renova uma expectativa própria do futebol: por mais conhecida que seja a rivalidade, cada decisão precisa ser construída lance a lance.

Na categoria Feminina, YORENKA TASORENTSI e BAYERN DE MUNIQUE disputarão uma conquista inédita para ambas. A final assegura um novo nome na galeria de campeãs e dá visibilidade ao talento e à dedicação das atletas.

Dentro de uma competição que trabalha a igualdade de gênero e o empoderamento de meninas, essa presença tem especial significado. Valorizar o futebol feminino envolve reconhecer suas protagonistas, incentivar a participação e construir condições para que mais meninas encontrem no esporte um espaço de pertencimento e desenvolvimento.

Na categoria Olímpica, SPORT BOYS e GRÊMIO 1º PEF protagonizam outra final inédita, em uma série de três jogos. Campeão de todas as edições anteriores da categoria e ainda invicto na história da competição, o Sport Boys já deu um passo importante rumo ao tetracampeonato. O Grêmio 1º PEF busca construir sua própria conquista diante de uma trajetória marcada pela hegemonia do adversário.

As quatro decisões concentram a atenção das torcidas, mas a proposta da Copinha também pede um olhar para o que permanece depois do resultado. Aprender a respeitar um adversário, reconhecer uma atitude discriminatória, rejeitar a violência e compreender os próprios direitos são experiências que acompanham os adolescentes para além da partida.

O esporte oferece oportunidades para esse aprendizado. Uma decisão contestada, uma derrota difícil ou uma comemoração tornam concretos os valores que a competição se propõe a trabalhar. Nesse ambiente, atletas, organização, comissões técnicas e torcedores compartilham a responsabilidade de fazer do campo um espaço de respeito.

Quando os campeões forem conhecidos, as taças registrarão os vencedores de 2026. A contribuição da Copinha também poderá ser reconhecida nos vínculos fortalecidos e no espaço aberto à participação dos adolescentes.

Na Arena Thaumaturgo, disputar um título e aprender a conviver fazem parte da mesma caminhada. É assim que a competição escreve sua história no futebol e participa da formação de quem ajuda a construí-la. 


















✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Lara Cláudia.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CMDCA e Comitê de Gestão Colegiada de M. Thaumaturgo revisam e atualizam protocolo e fluxos integrados gerais e setoriais de atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

Presentes na Reunião

Na manhã de terça-feira, 13 de outubro de 2026, o Centro do Idoso Adalberto Etelvino Fernandes recebeu um encontro dedicado a fortalecer os caminhos da proteção em Marechal Thaumaturgo. Reunidos, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente — CMDCA e o Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e de Proteção Social das Crianças e dos Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência apreciaram a revisão e a atualização do Protocolo e dos Fluxos Integrados Gerais e Setoriais de Atendimento.

Sobre a mesa, documentos que organizam responsabilidades. Por trás de cada encaminhamento, vidas que precisam de acolhimento, respeito e respostas. Afinal, quando uma criança ou um adolescente sofre ou testemunha uma violência, o caminho até a proteção precisa ser compreensível para quem atende e acessível para quem necessita de cuidado.

Conduzida pelo presidente do CMDCA e articulador municipal do Selo UNICEF, Cleudon Silva França, e secretariada pela primeira secretária do Conselho, Maria Marciane Gomes da Silva, a reunião abriu espaço para a apresentação dos documentos revisados, o destaque de pontos relevantes e a discussão entre os participantes. Após a apreciação, o protocolo e os fluxos foram aprovados por unanimidade pelos presentes.

O fluxo geral apresenta o percurso integrado do atendimento; os fluxos setoriais detalham a atuação de cada área e órgão. Essa organização ajuda a rede a compreender suas responsabilidades e a conectar os serviços, para que o encaminhamento tenha continuidade e a criança ou o adolescente encontre amparo ao longo do atendimento.

Em Marechal Thaumaturgo, esse trabalho também precisa dialogar com a geografia e com a diversidade do território. Entre a sede, as vilas, as comunidades ribeirinhas e os territórios indígenas, há distâncias que exigem articulação. A proteção deve considerar as condições de acesso aos serviços e respeitar os diferentes contextos culturais das famílias.

É nesse cotidiano que os documentos ganham sentido. Um fluxo bem compreendido orienta decisões; um protocolo compartilhado ajuda a organizar o cuidado. A integração busca reduzir a repetição desnecessária dos relatos e prevenir a revitimização, preservando a dignidade de quem já vivenciou uma situação de violência.

A escuta protegida exige sensibilidade e responsabilidade. Cada relato pertence a uma pessoa em desenvolvimento, com sentimentos, vínculos e direitos. Por isso, acolher também significa respeitar seu tempo, sua privacidade e suas necessidades, conduzindo o atendimento com atenção e cuidado.

A aprovação dos documentos registra um compromisso coletivo. Sua efetividade dependerá da aplicação no trabalho diário, do diálogo entre os profissionais e da continuidade dos encaminhamentos. Cada serviço tem uma responsabilidade nesse percurso, e a articulação permite que essas responsabilidades se encontrem.

Naquela manhã, a rede de proteção voltou seu olhar para os caminhos que uma criança ou um adolescente pode precisar percorrer em um momento difícil. O compromisso firmado é fazer com que, em cada etapa, haja orientação, acolhimento e cuidado — para que a proteção alcance quem precisa dela, inclusive onde o rio torna a distância maior.







✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva

POSTAGEM EM DESTAQUE

DO SERINGAL MINAS GERAIS À BELA CIDADE DE MARECHAL THAUMATURGO.

“O Tempo Nos Trouxe o Progresso: O Saudoso Seringal Minas Gerais é Agora, a Bela Cidade de Marechal Thaumaturgo”!   Marechal Thaumatur...