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| Aula Inaugural dos Primeiros Cursos Técnicos em Bioeconomia de Marechal Thaumaturgo |
Na noite em que a floresta pareceu
sussurrar esperanças ao futuro, Marechal Thaumaturgo escreveu um capítulo
inédito de sua própria história. Sob o teto do Centro do Idoso – Adalberto
Etelvino Fernandes, nesta segunda-feira, 18 de maio, homens e mulheres, jovens
e adultos, sentaram-se lado a lado movidos por um mesmo sonho: aprender para
transformar, conhecer para cuidar e qualificar-se para construir um amanhã mais
sustentável.
Foi ali, entre olhares atentos e
expectativas silenciosamente pulsando, que o município realizou a aula
inaugural dos primeiros cursos técnicos em bioeconomia de sua história — um
passo simbólico e concreto rumo a um desenvolvimento que nasce da própria
Amazônia, respeita seus ciclos e valoriza os saberes de quem vive às margens
dos rios, sob a sombra generosa da floresta e no coração pulsante do Juruá.
A solenidade reuniu estudantes dos
cursos, autoridades municipais, mediadores e representantes institucionais,
marcando um momento de celebração do conhecimento como ferramenta de
emancipação social e econômica. Entre os presentes, o coordenador do Instituto
Estadual de Educação Profissional e Tecnológica no município, Arlem Lima, acompanhado
dos secretários municipais Cleudon França, titular da pasta de Meio Ambiente e
Turismo, e Nagiênia Bezerra, secretária de Administração, além dos mediadores
responsáveis por conduzir a jornada formativa dos estudantes.
Os cursos são ofertados pelo Governo
do Estado do Acre, por meio do Instituto Estadual de Educação Profissional e
Tecnológica – IEPTEC, através da escola Centro de Formação e Tecnologias da
Floresta – CEFLORA, somando esforços (em parceria) com a Prefeitura Municipal
de Marechal Thaumaturgo, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e
Turismo. Uma união de mãos, instituições e propósitos que traduz, em ação
concreta, o entendimento de que investir em educação profissional é semear
oportunidades onde antes muitos enxergavam apenas distância.
A bioeconomia, palavra que parece
técnica aos olhos apressados, ganha em Marechal Thaumaturgo um significado
profundamente humano: transformar riquezas naturais em desenvolvimento
sustentável, gerar renda sem ferir a floresta, valorizar o turismo de base
comunitária, fortalecer práticas ambientais responsáveis e ensinar que o lixo
também pode ser ressignificado como oportunidade.
Nesta primeira etapa, o município
passa a contar com três cursos técnicos em bioeconomia: Agente de
Desenvolvimento Socioambiental, com carga horária de 160 horas; Agente de
Informações Turísticas, com 200 horas; e Agente de Gestão de Resíduos Sólidos,
totalizando 240 horas de formação. Com duração estimada entre três e quatro
meses, as aulas serão realizadas nos turnos matutino e vespertino, levando
conhecimento técnico para quem deseja aprender a cuidar do território enquanto
constrói novas perspectivas de vida.
E talvez, entre uma explicação sobre
sustentabilidade, um debate sobre turismo ou uma aula sobre resíduos sólidos,
esteja nascendo algo maior do que uma certificação. Talvez esteja sendo
cultivada uma nova geração de agentes do desenvolvimento local — pessoas
capazes de olhar para os rios não apenas como caminhos, mas como patrimônio;
para a floresta não apenas como paisagem, mas como herança; e para Marechal
Thaumaturgo não apenas como lugar de origem, mas como território de
possibilidades.
Porque quando uma cidade decide
educar para proteger, qualificar para incluir e ensinar para transformar, ela
não inaugura apenas cursos. Ela inaugura esperanças.
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✍️ Por: Cleudon
França.
📸 Fotos: Ariel
Vales e Sávio Batista.
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