sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Copinha Thaumaturgo 2026: Quatro Decisões e um Compromisso com a Cidadania

A Copinha Contra o Racismo

O futebol de Marechal Thaumaturgo chega a mais um momento de expectativa. A 5ª Copinha Thaumaturgo de Futebol — Campeonato Thaumaturguense de Futebol de Base 2026 reúne três finais inéditas e um reencontro que já faz parte da memória da competição. Entre a busca pela primeira taça e a tentativa de ampliar conquistas, as equipes finalistas levam à Arena Thaumaturgo histórias que mobilizam atletas, famílias e torcedores.

Realizada pela Escolinha CF7 e pelo Núcleo de Cidadania de Adolescentes — NUCA Thaumaturgo, com promoção especial da Prefeitura Municipal, a competição também assume um compromisso educativo. O encontro em torno da bola abre espaço para trabalhar temas que atravessam a vida dos adolescentes e suas relações com a comunidade.

Enfrentamento ao racismo e equidade étnico-racial; igualdade de gênero e empoderamento de meninas; mudanças climáticas e meio ambiente; prevenção às violências e direitos humanos integram essa proposta. São iniciativas e ações vinculadas à aplicação do Plano de Participação Cidadã de Adolescentes — PPCA, aproximando a prática esportiva do exercício da cidadania.

Esse compromisso ganha sentido nas relações construídas dentro e fora do campo. Está no respeito às diferentes origens dos participantes, na valorização das meninas como protagonistas do esporte e na responsabilidade de competir sem transformar a rivalidade em violência. Também está na oportunidade de conversar sobre o território onde esses adolescentes vivem e sobre o cuidado com o meio ambiente.

É com esse horizonte que a Copinha chega às decisões.

No Sub-17/18, SPORT BOYS e ESCOLINHA CF7 disputarão uma final inédita. Pela terceira vez na decisão, o Sport Boys busca o bicampeonato. A CF7, finalista da primeira edição, retorna com o sonho de conquistar seu primeiro título. O encontro coloca frente a frente a experiência de quem já levantou a taça e a esperança de quem trabalhou para voltar a disputá-la.

No Sub-20/21, SPORT BOYS e ESCOLINHA FLA se enfrentarão na grande final pela terceira vez. O Sport Boys busca o tetracampeonato; a Escolinha Fla, o bicampeonato. O reencontro acrescenta um novo capítulo à trajetória das equipes e renova uma expectativa própria do futebol: por mais conhecida que seja a rivalidade, cada decisão precisa ser construída lance a lance.

Na categoria Feminina, YORENKA TASORENTSI e BAYERN DE MUNIQUE disputarão uma conquista inédita para ambas. A final assegura um novo nome na galeria de campeãs e dá visibilidade ao talento e à dedicação das atletas.

Dentro de uma competição que trabalha a igualdade de gênero e o empoderamento de meninas, essa presença tem especial significado. Valorizar o futebol feminino envolve reconhecer suas protagonistas, incentivar a participação e construir condições para que mais meninas encontrem no esporte um espaço de pertencimento e desenvolvimento.

Na categoria Olímpica, SPORT BOYS e GRÊMIO 1º PEF protagonizam outra final inédita, em uma série de três jogos. Campeão de todas as edições anteriores da categoria e ainda invicto na história da competição, o Sport Boys já deu um passo importante rumo ao tetracampeonato. O Grêmio 1º PEF busca construir sua própria conquista diante de uma trajetória marcada pela hegemonia do adversário.

As quatro decisões concentram a atenção das torcidas, mas a proposta da Copinha também pede um olhar para o que permanece depois do resultado. Aprender a respeitar um adversário, reconhecer uma atitude discriminatória, rejeitar a violência e compreender os próprios direitos são experiências que acompanham os adolescentes para além da partida.

O esporte oferece oportunidades para esse aprendizado. Uma decisão contestada, uma derrota difícil ou uma comemoração tornam concretos os valores que a competição se propõe a trabalhar. Nesse ambiente, atletas, organização, comissões técnicas e torcedores compartilham a responsabilidade de fazer do campo um espaço de respeito.

Quando os campeões forem conhecidos, as taças registrarão os vencedores de 2026. A contribuição da Copinha também poderá ser reconhecida nos vínculos fortalecidos e no espaço aberto à participação dos adolescentes.

Na Arena Thaumaturgo, disputar um título e aprender a conviver fazem parte da mesma caminhada. É assim que a competição escreve sua história no futebol e participa da formação de quem ajuda a construí-la. 


















✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Lara Cláudia.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CMDCA e Comitê de Gestão Colegiada de M. Thaumaturgo revisam e atualizam protocolo e fluxos integrados gerais e setoriais de atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

Presentes na Reunião

Na manhã de terça-feira, 13 de outubro de 2026, o Centro do Idoso Adalberto Etelvino Fernandes recebeu um encontro dedicado a fortalecer os caminhos da proteção em Marechal Thaumaturgo. Reunidos, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente — CMDCA e o Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e de Proteção Social das Crianças e dos Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência apreciaram a revisão e a atualização do Protocolo e dos Fluxos Integrados Gerais e Setoriais de Atendimento.

Sobre a mesa, documentos que organizam responsabilidades. Por trás de cada encaminhamento, vidas que precisam de acolhimento, respeito e respostas. Afinal, quando uma criança ou um adolescente sofre ou testemunha uma violência, o caminho até a proteção precisa ser compreensível para quem atende e acessível para quem necessita de cuidado.

Conduzida pelo presidente do CMDCA e articulador municipal do Selo UNICEF, Cleudon Silva França, e secretariada pela primeira secretária do Conselho, Maria Marciane Gomes da Silva, a reunião abriu espaço para a apresentação dos documentos revisados, o destaque de pontos relevantes e a discussão entre os participantes. Após a apreciação, o protocolo e os fluxos foram aprovados por unanimidade pelos presentes.

O fluxo geral apresenta o percurso integrado do atendimento; os fluxos setoriais detalham a atuação de cada área e órgão. Essa organização ajuda a rede a compreender suas responsabilidades e a conectar os serviços, para que o encaminhamento tenha continuidade e a criança ou o adolescente encontre amparo ao longo do atendimento.

Em Marechal Thaumaturgo, esse trabalho também precisa dialogar com a geografia e com a diversidade do território. Entre a sede, as vilas, as comunidades ribeirinhas e os territórios indígenas, há distâncias que exigem articulação. A proteção deve considerar as condições de acesso aos serviços e respeitar os diferentes contextos culturais das famílias.

É nesse cotidiano que os documentos ganham sentido. Um fluxo bem compreendido orienta decisões; um protocolo compartilhado ajuda a organizar o cuidado. A integração busca reduzir a repetição desnecessária dos relatos e prevenir a revitimização, preservando a dignidade de quem já vivenciou uma situação de violência.

A escuta protegida exige sensibilidade e responsabilidade. Cada relato pertence a uma pessoa em desenvolvimento, com sentimentos, vínculos e direitos. Por isso, acolher também significa respeitar seu tempo, sua privacidade e suas necessidades, conduzindo o atendimento com atenção e cuidado.

A aprovação dos documentos registra um compromisso coletivo. Sua efetividade dependerá da aplicação no trabalho diário, do diálogo entre os profissionais e da continuidade dos encaminhamentos. Cada serviço tem uma responsabilidade nesse percurso, e a articulação permite que essas responsabilidades se encontrem.

Naquela manhã, a rede de proteção voltou seu olhar para os caminhos que uma criança ou um adolescente pode precisar percorrer em um momento difícil. O compromisso firmado é fazer com que, em cada etapa, haja orientação, acolhimento e cuidado — para que a proteção alcance quem precisa dela, inclusive onde o rio torna a distância maior.







✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva

sábado, 10 de outubro de 2026

Conhecimento, Acolhimento e Protagonismo Juvenil no NUCA Thaumaturgo Através dos Subnúcleos Oriente e Triunfo.

Atividade no Subnúcleo Oriente

Neste 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, o NUCA Thaumaturgo reuniu aprendizado e cuidado em duas atividades realizadas pelos Subnúcleos Oriente e Triunfo. Em cada comunidade, adolescentes encontraram oportunidades para ampliar conhecimentos, compartilhar sentimentos e fortalecer sua participação na vida comunitária.

Em Vila Oriente, a residência do mobilizador, professor Hassem Silva, foi o espaço escolhido para celebrar o encerramento do Curso de Informática Básica. Com a presença do articulador municipal do Selo UNICEF, Cleudon França, e dos integrantes do subnúcleo, a entrega dos certificados reconheceu a dedicação dos concluintes e o caminho percorrido durante a formação.

Cada certificado guardava o significado de uma conquista. Aprender a utilizar ferramentas digitais abre possibilidades de estudo, comunicação e participação. Para os jovens, representa também um passo na construção da autonomia e da confiança em suas próprias capacidades.

A celebração ganhou continuidade em uma roda de conversa sobre saúde mental e protagonismo juvenil. No mesmo encontro em que se reconheceu o aprendizado, houve espaço para lembrar que os sentimentos também merecem atenção. A juventude precisa de oportunidades e de pessoas dispostas a ouvir suas dúvidas, suas inquietações e seus sonhos.

Em Vila Triunfo, o cuidado também tomou a forma de uma roda. Sob a mobilização de Roberta Gomes, o Subnúcleo Triunfo, em parceria com a Escola Marnízia Cruz, reuniu 22 participantes em uma atividade sobre saúde mental e bem-estar, com diálogo e dinâmicas interativas.

O encontro convidou os participantes a olhar para si e para os outros com empatia. Falar sobre sentimentos, respeitar diferentes experiências e reconhecer a importância de pedir ajuda foram caminhos para fortalecer os vínculos e construir um ambiente de acolhimento.

Há uma delicadeza necessária nesse gesto de escutar. Nem tudo o que alguém sente aparece no rosto ou encontra palavras com facilidade. Reservar tempo para uma conversa pode abrir uma porta: a possibilidade de ser compreendido, de encontrar apoio e de perceber que não é preciso enfrentar todas as dificuldades sozinho.

Oriente e Triunfo deram forma a esse compromisso em atividades distintas, mas próximas em propósito. A informática ampliou horizontes; as rodas de conversa aproximaram pessoas. O conhecimento e o acolhimento encontraram lugar na formação de adolescentes que têm voz e podem contribuir com suas comunidades.

O trabalho dos mobilizadores Hassem Silva e Roberta Gomes evidencia a força da presença comunitária. É no convite, na preparação e na disposição de acompanhar os adolescentes que uma iniciativa se transforma em experiência compartilhada.

Neste sábado, o NUCA Thaumaturgo escreveu duas páginas de uma mesma caminhada. Em Oriente, certificados marcaram uma conquista. Em Triunfo, o diálogo reuniu sentimentos e reflexões. Nas duas comunidades, a juventude ocupou o centro das ações.

Entre o que se aprende e o que se sente, há uma vida inteira buscando caminhos. Quando a comunidade oferece conhecimento, escuta e espaço para participar, ajuda seus adolescentes a percorrê-los com mais confiança — e permite que a esperança cresça junto com eles.



































✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva

POSTAGEM EM DESTAQUE

DO SERINGAL MINAS GERAIS À BELA CIDADE DE MARECHAL THAUMATURGO.

“O Tempo Nos Trouxe o Progresso: O Saudoso Seringal Minas Gerais é Agora, a Bela Cidade de Marechal Thaumaturgo”!   Marechal Thaumatur...