sábado, 10 de outubro de 2026

Conhecimento, Acolhimento e Protagonismo Juvenil no NUCA Thaumaturgo Através dos Subnúcleos Oriente e Triunfo.

Atividade no Subnúcleo Oriente

Neste 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, o NUCA Thaumaturgo reuniu aprendizado e cuidado em duas atividades realizadas pelos Subnúcleos Oriente e Triunfo. Em cada comunidade, adolescentes encontraram oportunidades para ampliar conhecimentos, compartilhar sentimentos e fortalecer sua participação na vida comunitária.

Em Vila Oriente, a residência do mobilizador, professor Hassem Silva, foi o espaço escolhido para celebrar o encerramento do Curso de Informática Básica. Com a presença do articulador municipal do Selo UNICEF, Cleudon França, e dos integrantes do subnúcleo, a entrega dos certificados reconheceu a dedicação dos concluintes e o caminho percorrido durante a formação.

Cada certificado guardava o significado de uma conquista. Aprender a utilizar ferramentas digitais abre possibilidades de estudo, comunicação e participação. Para os jovens, representa também um passo na construção da autonomia e da confiança em suas próprias capacidades.

A celebração ganhou continuidade em uma roda de conversa sobre saúde mental e protagonismo juvenil. No mesmo encontro em que se reconheceu o aprendizado, houve espaço para lembrar que os sentimentos também merecem atenção. A juventude precisa de oportunidades e de pessoas dispostas a ouvir suas dúvidas, suas inquietações e seus sonhos.

Em Vila Triunfo, o cuidado também tomou a forma de uma roda. Sob a mobilização de Roberta Gomes, o Subnúcleo Triunfo, em parceria com a Escola Marnízia Cruz, reuniu 22 participantes em uma atividade sobre saúde mental e bem-estar, com diálogo e dinâmicas interativas.

O encontro convidou os participantes a olhar para si e para os outros com empatia. Falar sobre sentimentos, respeitar diferentes experiências e reconhecer a importância de pedir ajuda foram caminhos para fortalecer os vínculos e construir um ambiente de acolhimento.

Há uma delicadeza necessária nesse gesto de escutar. Nem tudo o que alguém sente aparece no rosto ou encontra palavras com facilidade. Reservar tempo para uma conversa pode abrir uma porta: a possibilidade de ser compreendido, de encontrar apoio e de perceber que não é preciso enfrentar todas as dificuldades sozinho.

Oriente e Triunfo deram forma a esse compromisso em atividades distintas, mas próximas em propósito. A informática ampliou horizontes; as rodas de conversa aproximaram pessoas. O conhecimento e o acolhimento encontraram lugar na formação de adolescentes que têm voz e podem contribuir com suas comunidades.

O trabalho dos mobilizadores Hassem Silva e Roberta Gomes evidencia a força da presença comunitária. É no convite, na preparação e na disposição de acompanhar os adolescentes que uma iniciativa se transforma em experiência compartilhada.

Neste sábado, o NUCA Thaumaturgo escreveu duas páginas de uma mesma caminhada. Em Oriente, certificados marcaram uma conquista. Em Triunfo, o diálogo reuniu sentimentos e reflexões. Nas duas comunidades, a juventude ocupou o centro das ações.

Entre o que se aprende e o que se sente, há uma vida inteira buscando caminhos. Quando a comunidade oferece conhecimento, escuta e espaço para participar, ajuda seus adolescentes a percorrê-los com mais confiança — e permite que a esperança cresça junto com eles.



































✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Marechal Thaumaturgo: O Primeiro do Acre a Entregar um Plano de Cuidado Integral às Adolescências

Plano Operacional Municipal de Saúde Integral e Integrada das Adolescências

Em Marechal Thaumaturgo, o caminho até uma comunidade pode durar horas. É preciso conhecer o rio, observar o céu, respeitar a correnteza. Nas margens, entre casas, escolas e florestas, a adolescência acontece: um corpo que se transforma, uma pergunta que procura resposta, um sonho que começa a encontrar palavras.

Há muitas formas de crescer neste chão amazônico. Há juventudes na sede, nas vilas, nos seringais, nos assentamentos e nas aldeias. Cada uma carrega seus saberes, seus pertencimentos e suas inquietações. Cuidar delas exige disposição para chegar perto, ouvir com respeito e compreender a vida que existe em cada território.

Foi com esse compromisso que Marechal Thaumaturgo deu um passo pioneiro, tornando-se o primeiro município a elaborar o Plano Operacional Municipal de Saúde Integral e Integrada das Adolescências, que integra as ações do Selo UNICEF 2025–2028. Uma iniciativa que transforma o planejamento em responsabilidade compartilhada e traça caminhos para que o cuidado alcance adolescentes de 10 a 19 anos.

Nas páginas do Plano, o território orienta o trabalho. O nível dos rios, as distâncias e as condições de deslocamento fazem parte das decisões. Uma ação de saúde precisa encontrar a comunidade; um atendimento precisa ter continuidade; uma orientação precisa fazer sentido para quem a recebe. Assim, o cuidado ganha endereço, percurso e compromisso.

Esse caminho também foi construído com vozes adolescentes. Nas escutas com o NUCA, nos subnúcleos de Triunfo e Oriente e nos espaços de convivência, experiências e propostas ajudaram a dar forma ao planejamento. Há uma força especial em perguntar a um jovem o que ele precisa e assumir a responsabilidade de considerar sua resposta.

Saúde, Educação, Assistência Social, CMDCA, Conselho Tutelar, NUCA, saúde indígena e demais parceiros passam a compartilhar tarefas. Como os afluentes que alimentam o Juruá, cada serviço contribui para uma mesma corrente de proteção. A articulação permite acompanhar melhor, reconhecer dificuldades e construir respostas junto às famílias e às comunidades.

O Plano prevê acolhimento, vacinação, alimentação saudável, atividade física, atenção à saúde sexual e reprodutiva, prevenção das violências e cuidado com a saúde mental. Por trás de cada ação, há uma vida concreta: o adolescente que precisa conversar em segurança, a menina que busca orientação, o jovem que deseja ser respeitado em sua identidade e em sua cultura.

Ser o primeiro a elaborar esse instrumento traz orgulho e responsabilidade. Agora, suas metas pedem trabalho contínuo, acompanhamento e disposição para corrigir os rumos. O valor desse pioneirismo crescerá a cada comunidade alcançada, a cada vínculo fortalecido e a cada adolescente que encontrar acolhimento na rede de cuidado.

Entre 2026 e 2028, Marechal Thaumaturgo tem diante de si uma travessia. O Plano oferece direção; as equipes, as comunidades e os próprios adolescentes ajudarão a sustentar o percurso. E, neste município onde os rios ensinam tanto sobre a vida, cuidar também será aprender a seguir junto.

Que o cuidado suba os rios, entre nas escolas, chegue às aldeias e permaneça nas comunidades. Que encontre tempo para ouvir e condições para agir. E que cada adolescente possa reconhecer, em sua própria terra, um lugar onde crescer com saúde, dignidade e esperança.

✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Art’s Cleudon França

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Marechal Thaumaturgo e Selo UNICEF: O Futuro Tem Rosto, Nome e Lugar!

Reunião Semestral do Selo UNICEF - Munícipio de Marechal Thaumaturgo

Em Marechal Thaumaturgo, os rios ensinam que nenhuma grande viagem se faz sem encontros. As águas se juntam, os caminhos se aproximam e a vida segue, levando consigo histórias e esperanças. Nesta quarta-feira, 30 de setembro, esse movimento encontrou expressão na Reunião Semestral da Comissão Intersetorial do Selo UNICEF: pessoas de diferentes instituições reunidas pelo compromisso de cuidar das crianças e dos adolescentes do município.

Na pauta, planos, grupos de trabalho e encaminhamentos. Na razão de cada decisão, vidas. A criança que precisa crescer protegida. O adolescente que deseja ser ouvido. A família que espera encontrar acolhimento quando bate à porta de um serviço público.

O encontro contemplou os ajustes finais e a aprovação do Plano Operacional Municipal de Saúde Integral e Integrada das Adolescências. Um nome extenso para uma responsabilidade que precisa chegar perto: acompanhar quem atravessa essa fase de descobertas, dúvidas e transformações. Fazer com que o cuidado alcance o cotidiano, que a escuta tenha tempo e que pedir ajuda encontre resposta.

Também esteve em pauta a oficialização do Grupo de Trabalho para revisão e atualização do Plano Municipal pela Primeira Infância — PMPI, com atenção à equidade étnico-racial, territorial, socioambiental e climática. Pensar a primeira infância em Marechal Thaumaturgo exige reconhecer os muitos lugares onde ela acontece. Há crianças crescendo na sede, nas vilas, às margens dos rios e nas comunidades indígenas. Cada uma carrega uma história, uma cultura e necessidades que o planejamento público precisa enxergar.

A adesão ao SINAPIR integrou esse compromisso com a igualdade racial. No território onde tantas identidades ajudam a escrever a história coletiva, enfrentar o racismo e respeitar os pertencimentos são responsabilidades que atravessam a educação, a saúde, a proteção e as oportunidades de futuro.

O acompanhamento das demais entregas de 2026 trouxe à reunião outra tarefa essencial: dar continuidade ao que foi assumido. Entre uma decisão e sua realização, há trabalho, articulação e persistência. É nesse percurso que um plano pode se tornar atendimento, uma proposta pode alcançar uma comunidade e um compromisso pode fazer diferença na vida de alguém.

Aos membros da Comissão Intersetorial, do CMDCA, do Conselho Tutelar e aos representantes das secretarias e instituições participantes, fica a gratidão pela presença e pelas contribuições. Construir soluções em conjunto exige disposição para ouvir, compartilhar responsabilidades e seguir trabalhando depois que a reunião termina.

Há algo profundamente humano nesse esforço. Quem participa traz consigo uma função institucional, mas também a possibilidade de abrir caminhos para outras pessoas. E cada caminho aberto importa, sobretudo quando ajuda uma criança a viver com segurança ou um adolescente a perceber que sua voz tem lugar.

Naquela quarta-feira, Marechal Thaumaturgo reuniu compromissos que precisam seguir viagem. Pelas ruas, pelos rios, pelas escolas, pelos serviços e pelas comunidades, até chegar a quem dá sentido a todo esse trabalho.

Porque o futuro tem rosto, nome e lugar. E começa a ser cuidado no presente, quando assumimos, juntos, a responsabilidade por cada criança e cada adolescente. 






✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva e Francisco Batista.

Marechal Thaumaturgo: Uma terra que organiza seus caminhos para receber o mundo.

Conselheiros Presentes a Reunião Ordinária

Há lugares que encantam antes mesmo de qualquer apresentação. Marechal Thaumaturgo é um deles. O encontro com seus rios, com a floresta e com a vida das comunidades revela uma beleza que também mora nas pessoas: nos saberes transmitidos entre gerações, na hospitalidade e no orgulho de pertencer a esta terra.

Esse patrimônio ganha uma nova perspectiva quando o município se organiza para valorizá-lo. Integrante do Mapa do Turismo Brasileiro, conforme divulgação da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo em abril de 2026, Marechal Thaumaturgo fortalece seu caminho de planejamento e promoção das potencialidades locais.

É nesse contexto que a reunião ordinária do Conselho Municipal de Turismo — COMTUR/MTH, realizada na sede da SEMATUR, merece ser registrada. Entre as pautas estavam a discussão e votação do Regimento Interno, a atualização da composição do Conselho e os encaminhamentos para a inscrição do Fundo Municipal de Turismo no CNPJ e a abertura de sua conta bancária. Assuntos administrativos, certamente, mas que ajudam a construir as condições para o trabalho continuar.

Organizar o Conselho significa dar espaço à participação e estabelecer responsabilidades. Encaminhar a estruturação do Fundo significa preparar instrumentos para apoiar futuras ações. São passos que nem sempre aparecem nas fotografias de divulgação turística, mas que fazem diferença no caminho entre reconhecer uma riqueza e cuidar dela com planejamento.

O avanço está justamente nessa disposição de reunir o poder público e a sociedade civil em torno de uma construção comum. O turismo precisa ouvir quem vive no território, compreender suas necessidades e respeitar seus modos de vida. Ribeirinhos, povos indígenas, produtores e demais moradores devem participar dessa caminhada, com suas vozes, seus conhecimentos e suas expectativas.

Para Marechal Thaumaturgo, promover o turismo é também aprender a apresentar sua própria história. É valorizar a floresta sem tratá-la como cenário vazio; reconhecer os rios como caminhos de vida; respeitar a autonomia das comunidades; e criar oportunidades que façam sentido para quem mora aqui.

Estar no Mapa do Turismo Brasileiro traz visibilidade e amplia a responsabilidade de planejar. A organização municipal precisa acompanhar essa presença, com continuidade, diálogo e cuidado. A reunião do COMTUR/MTH integra esse esforço: reunir pessoas, discutir regras e encaminhar providências para que o potencial turístico encontre uma estrutura capaz de sustentá-lo.

Marechal Thaumaturgo tem muito a compartilhar. E há algo profundamente bonito neste momento: uma terra conhecida pela força de seus rios e de sua floresta se reúne para decidir como deseja receber, como deseja crescer e o que precisa preservar.

O futuro do turismo começa também assim — com gente da própria terra sentada à mesma mesa, construindo os caminhos que deseja percorrer.




✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva.

POSTAGEM EM DESTAQUE

DO SERINGAL MINAS GERAIS À BELA CIDADE DE MARECHAL THAUMATURGO.

“O Tempo Nos Trouxe o Progresso: O Saudoso Seringal Minas Gerais é Agora, a Bela Cidade de Marechal Thaumaturgo”!   Marechal Thaumatur...