segunda-feira, 27 de abril de 2026

Marechal Thaumaturgo – 34 Anos de História, Luta e Identidade Amazônica!

Marechal Thaumaturgo

Há cidades que nascem no papel. Outras, no concreto. Marechal Thaumaturgo nasceu na coragem.

Neste 28 de abril, o município celebra 34 (trinta e quatro) anos de emancipação política e administrativa. Mas sua história não cabe apenas em decretos ou datas oficiais. Ela ecoa muito antes — nas margens dos rios, nos passos firmes de um povo que fez da luta o seu caminho e da esperança o seu destino.

Porque aqui, neste pedaço profundo do Acre, foi escrito o último capítulo da Revolução Acreana. Aqui, o povo não apenas sonhou pertencer — lutou. Lutou para ser acreano, assim como o Acre lutou para ser brasileiro. E dessa resistência nasceu uma identidade que não se curva, que não se apaga, que não se esquece.

E se abril marca a emancipação, novembro guarda a alma. O dia 05 de novembro relembra a histórica Batalha do Amônia, quando homens e mulheres escreveram, com bravura, o direito de existir, de pertencer e de construir seu próprio futuro.

Marechal Thaumaturgo é terra de gente simples — e, por isso mesmo, grandiosa. Um povo hospitaleiro, humilde e batalhador, que transforma dificuldade em força e distância em resistência.

É terra onde os rios não são apenas paisagem — são estrada, alimento, memória. Onde os igarapés contam histórias, e o Juruá segue como veia pulsante de vida, cultura e sobrevivência.

É terra das vilas e comunidades, onde cada casa carrega uma história, cada família um legado, cada sorriso uma vitória silenciosa. É também o berço da primeira reserva extrativista do Brasil — a Resex Alto Juruá — símbolo de um povo que aprendeu a viver com a floresta, e não contra ela. Aqui vivem os povos originários, os seringueiros, os ribeirinhos… Os verdadeiros guardiões da Amazônia.

Marechal Thaumaturgo não é apenas um município. É um território de resistência, de fé, de natureza viva e de identidade profunda.

Hoje, ao completar 34 (trinta e quatro) anos de emancipação, não celebra apenas o tempo — celebra sua história. Uma história escrita com luta, regada por rios e protegida por um povo que nunca deixou de acreditar.

Parabéns, Marechal Thaumaturgo. Terra de raízes fortes, de gente de fibra e de um futuro que continua sendo construído — todos os dias.




















✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Arquivo Cleudon França.

domingo, 19 de abril de 2026

Quando a Bola Rola, o Juruá se Encontra: A Vila Oriente Abre as Portas para a 5º Campeonato do Baixo Juruá – Vereador Rudisson Rogério.

Cerimonia de Abertura

Na imensidão verde que abraça o Juruá, onde os rios são caminhos e as comunidades são laços vivos de pertencimento, a Vila Oriente se transforma mais uma vez em palco de encontros, emoções e histórias. Teve início a 5ª edição do Campeonato de Futebol do Baixo Juruá – Vereador Rudisson Rogério — e, com ela, não começa apenas uma competição, mas um capítulo vibrante da identidade esportiva e comunitária de todo um povo.

Vindos do baixo e alto Juruá, das margens do rio Amônia, do Tejo e da sede do município, atletas chegam carregando mais que chuteiras e uniformes: trazem consigo sonhos, raízes e o orgulho de representar suas comunidades. São 14 equipes no naipe masculino e, agora, um marco histórico — a estreia do naipe feminino com 4 equipes, reafirmando o novo tempo do esporte, onde o talento não tem gênero, apenas brilho.

O campeonato, que já se consolida como um dos maiores eventos esportivos comunitários do município, carrega uma trajetória marcada pelo equilíbrio e pela imprevisibilidade: em quatro edições, quatro campeões diferentes. Oriente FC, Fut Amigos, Vasco Oficial e a atual campeã Juventus FC provaram que, por aqui, a glória não tem dono — ela é conquistada a cada temporada, a cada batalha em campo.

Dentro das quatro linhas, a organização traz o tempero da competitividade. No masculino, quatro grupos se enfrentam na fase inicial, onde apenas os dois melhores de cada chave avançam. A partir daí, a emoção se intensifica nas quartas de final, com confrontos definidos por uma classificação geral entre os oito classificados — um verdadeiro teste de força, estratégia e coração.

Já no feminino, a história começa a ser escrita com coragem e protagonismo. Em formato de todos contra todos, as quatro equipes disputam cada ponto como quem constrói um legado. Ao final, as duas melhores seguem para a grande decisão, simbolizando não apenas uma final, mas o reconhecimento de um movimento que cresce e ganha voz no município.

Mas, para além dos regulamentos e resultados, existe a alma desse campeonato. Idealizado pelo vereador Rudisson Rogério, o certame nasce da força do coletivo. É construído com dedicação e paixão por mãos voluntárias — Cebolinha, Neguim, Nenezim, Marquinho, Nolvim, Bebeto, Dionisson e Geger — nomes que representam muitos outros que acreditam no esporte como instrumento de união, transformação e esperança.

Na Vila Oriente, o futebol é mais que jogo. É reencontro. É celebração. É resistência. E enquanto a bola rola, o Baixo Juruá inteiro se reconhece — em cada passe, em cada gol, em cada grito que ecoa pelas margens do rio.

Porque aqui, quando o futebol começa… A história continua.













✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Cleudon França.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Quando o Sonho Vira Estrutura: Um Novo Tempo Para o Esporte Thaumaturguense.

Quadra da Praça de Esporte - Raquiele da Silva Correia

Houve um tempo em que os sonhos ecoavam mais alto que as estruturas.

Nos fóruns, congressos e conferências de juventude, uma voz coletiva — firme, inquieta e cheia de esperança — insistia em ser ouvida. Era o clamor por mais espaços esportivos em Marechal Thaumaturgo. Não era apenas um pedido. Era um chamado.

E essa voz vinha de onde sempre vêm as grandes transformações: da juventude organizada. Dos grupos que ajudaram a escrever a história social do município — GETD, JRM, Jovens Unidos Pela Paz, e também do pulsar esportivo do Sport Boys com sua Escolinha CF7 — nasceu uma consciência: o esporte não é apenas jogo. É caminho. É proteção. É oportunidade.

Eles enxergavam além da bola rolando. Viam no esporte um instrumento de inclusão, saúde, disciplina e transformação social. Era resistência. Era projeto de futuro.

Hoje, o tempo responde. A realidade que antes parecia distante agora se ergue em concreto, aço e esperança. A gestão “Filhos de Marechal”, iniciada pelo ex-prefeito Isaac Piyãko e continuada pelo prefeito Valdélio Furtado, não apenas ouviu — agiu. E mais que agir, transformou. Revolucionou.

A prova viva desse novo capítulo está na mais recente conquista do município: a quadra da Praça de Esporte que agora carrega um nome que emociona e inspira — Raquiele da Silva Correia.

Raquiele não foi apenas um nome. Foi presença, foi luta, foi voz ativa na defesa da juventude e dos direitos sociais. Suplente de Conselheira Tutelar, partiu cedo demais, deixando um vazio impossível de medir. Mas agora, seu nome ecoa onde sempre deveria estar: em um espaço que promove vida, encontros e sonhos. A quadra não é apenas uma obra — é memória viva.

Com investimento de R$ 1,20 milhão, fruto de emenda parlamentar da então deputada federal Jéssica Sales, viabilizada com o apoio decisivo do senador Petecão, o espaço se integra ao recém-inaugurado Complexo Esportivo do município — símbolo de um novo ciclo.

Moderna, coberta, acolhedora. Mais que estrutura, é abrigo de possibilidades. Ali, a juventude não apenas joga — ela se encontra, se descobre, se fortalece. Ali, irão nascer campeonatos, histórias, amizades e futuros.

E pouco a pouco, a cidade vai se redesenhando. O que antes era escassez, hoje é oportunidade. O que antes era pedido, hoje é realidade.

São novos tempos para Marechal Thaumaturgo. Tempos em que o esporte deixa de ser apenas desejo e se torna política pública, instrumento de inclusão e ferramenta de transformação social.

Porque quando a juventude sonha — e o poder público escuta — o futuro deixa de ser promessa. E passa a ser presente.

 

Prefeito Valdélio Furtado - Discursa no Evento de Inauguração da Quadra

✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Assessoria de Comunicação PMMTH.

CMDCA Promove Articulação Intersetorial pelo Fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos.

Presentes a referida reunião

Na manhã de uma quarta-feira que carregava mais do que horas — carregava propósito —, o coração institucional de Marechal Thaumaturgo pulsou mais forte. Era 15 de abril, e nas dependências do Legislativo Municipal, não se reuniam apenas órgãos. Reunia-se uma rede. Reunia-se um compromisso coletivo com o futuro.

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA/MTH) convocou, e a cidade respondeu.

Vieram conselheiros, gestores, técnicos, educadores, agentes da saúde, da assistência social, representantes da Coordenadoria da Mulher, do CRAS, do SCFV, líderes religiosos, forças de segurança, sociedade civil e vereadores. Vieram, sobretudo, pessoas que carregam nos ombros a missão silenciosa e diária de proteger, orientar e cuidar.

E ali, entre falas, escutas e olhares atentos, algo maior se desenhava: o fortalecimento de uma rede que não se vê apenas nas estruturas — mas nas conexões humanas que sustentam direitos.

Foi um encontro de alinhamento, mas também de consciência. Cada órgão, cada voz, cada responsabilidade sendo reafirmada como parte de um sistema que não pode falhar — porque quando falha, quem sente é a infância.

Planos foram apresentados como sementes de um amanhã mais justo. O Plano Municipal da Primeira Infância (PMPI/MTH) surgiu como um mapa sensível do cuidar desde o início da vida. O Plano Operacional de Saúde do Adolescente trouxe o olhar atento para essa fase de transição, onde sonhos e vulnerabilidades caminham lado a lado.

E no meio de tudo isso, um sinal de esperança ganhou forma: o processo de criação do Comitê de Participação de Adolescentes (CPA). Porque ouvir adolescentes não é apenas incluir — é reconhecer que eles também constroem caminhos.

O Programa Selo UNICEF, com suas ações previstas para 2026, apareceu como bússola, apontando direções, metas e compromissos. Mas, acima de tudo, reforçando que política pública de verdade se faz com presença, com escuta e com ação.

Não foi apenas uma reunião. Foi a reafirmação de que Marechal Thaumaturgo acredita na infância como prioridade, na adolescência como potência e na união como ferramenta de transformação.

Porque quando a rede se fortalece, não é apenas a gestão que avança — é a esperança que encontra abrigo.

E ali, naquela manhã, entre documentos e diálogos, o que se viu foi isso:
uma cidade inteira decidindo, mais uma vez, cuidar de quem ainda está aprendendo a sonhar.










✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Sávio Batista, Elizandro Julião e Marciane Gomes.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

07 de Abril: Quando o Silêncio Pede Voz.

07 de Abril - Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

Há datas que passam como folhas ao vento. Outras, não. O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, instituído pela Lei Federal de Nº. 13.277/2016, não é apenas uma marca no calendário — é um chamado. Um chamado urgente, humano, necessário.

Nas salas de aula, nos corredores, nos grupos de mensagens e até nos olhares que se desviam, o bullying se esconde. Ele não grita, muitas vezes. Sussurra. Repete. Fere. São atos intencionais, constantes, quase sempre silenciosos para quem está de fora — mas ensurdecedores para quem sente. Violência física, palavras que cortam, gestos que excluem, mensagens que humilham. O bullying tem muitas formas, mas um só efeito: machucar.

O dia 7 de abril carrega o peso da memória. Ele nos remete ao Massacre de Realengo, em 2011, no Rio de Janeiro — uma tragédia que chocou o país e escancarou feridas profundas. Entre elas, a dor não tratada de quem um dia também foi vítima. Lembrar é necessário. Não para reviver o horror, mas para impedir que ele encontre espaço novamente.

Mas esta data também é sobre esperança. Sobre transformação.

Em Marechal Thaumaturgo, no coração da floresta e da comunidade, a luta ganha rosto, nome e ação. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA), o Programa Selo UNICEF e a Escolinha CF7 do Club Desportivo Sport Boys se unem como uma rede de proteção e consciência. Não apenas falam — fazem. Educam. Orientam. Acolhem.

Porque combater o bullying não é tarefa de um só. É compromisso coletivo. É o professor que observa além da matéria. É o pai que escuta além das palavras. É o colega que escolhe apoiar, em vez de rir. É o aluno que encontra coragem para denunciar. É, acima de tudo, a construção diária de um ambiente onde o respeito não seja exceção — mas regra.

O 7 de abril não resolve tudo. Mas acende luzes. Provoca diálogos. Planta sementes. E talvez seja isso que mais precisamos: menos silêncio, mais escuta; menos julgamento, mais empatia; menos dor escondida, mais mãos estendidas.

Porque toda escola deve ser território de sonhos — nunca de medo.


✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Arquivo pessoal Cleudon França.

POSTAGEM EM DESTAQUE

DO SERINGAL MINAS GERAIS À BELA CIDADE DE MARECHAL THAUMATURGO.

“O Tempo Nos Trouxe o Progresso: O Saudoso Seringal Minas Gerais é Agora, a Bela Cidade de Marechal Thaumaturgo”!   Marechal Thaumatur...