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| Presentes na Reunião |
Na manhã de terça-feira, 13 de
outubro de 2026, o Centro do Idoso Adalberto Etelvino Fernandes recebeu um
encontro dedicado a fortalecer os caminhos da proteção em Marechal Thaumaturgo.
Reunidos, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente — CMDCA
e o Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e de Proteção Social das
Crianças e dos Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência apreciaram a
revisão e a atualização do Protocolo e dos Fluxos Integrados Gerais e Setoriais
de Atendimento.
Sobre a mesa, documentos que
organizam responsabilidades. Por trás de cada encaminhamento, vidas que
precisam de acolhimento, respeito e respostas. Afinal, quando uma criança ou um
adolescente sofre ou testemunha uma violência, o caminho até a proteção precisa
ser compreensível para quem atende e acessível para quem necessita de cuidado.
Conduzida pelo presidente do CMDCA e
articulador municipal do Selo UNICEF, Cleudon Silva França, e secretariada pela
primeira secretária do Conselho, Maria Marciane Gomes da Silva, a reunião abriu
espaço para a apresentação dos documentos revisados, o destaque de pontos
relevantes e a discussão entre os participantes. Após a apreciação, o protocolo
e os fluxos foram aprovados por unanimidade pelos presentes.
O fluxo geral apresenta o percurso
integrado do atendimento; os fluxos setoriais detalham a atuação de cada área e
órgão. Essa organização ajuda a rede a compreender suas responsabilidades e a
conectar os serviços, para que o encaminhamento tenha continuidade e a criança
ou o adolescente encontre amparo ao longo do atendimento.
Em Marechal Thaumaturgo, esse
trabalho também precisa dialogar com a geografia e com a diversidade do território.
Entre a sede, as vilas, as comunidades ribeirinhas e os territórios indígenas,
há distâncias que exigem articulação. A proteção deve considerar as condições
de acesso aos serviços e respeitar os diferentes contextos culturais das
famílias.
É nesse cotidiano que os documentos
ganham sentido. Um fluxo bem compreendido orienta decisões; um protocolo
compartilhado ajuda a organizar o cuidado. A integração busca reduzir a
repetição desnecessária dos relatos e prevenir a revitimização, preservando a
dignidade de quem já vivenciou uma situação de violência.
A escuta protegida exige
sensibilidade e responsabilidade. Cada relato pertence a uma pessoa em
desenvolvimento, com sentimentos, vínculos e direitos. Por isso, acolher também
significa respeitar seu tempo, sua privacidade e suas necessidades, conduzindo
o atendimento com atenção e cuidado.
A aprovação dos documentos registra
um compromisso coletivo. Sua efetividade dependerá da aplicação no trabalho
diário, do diálogo entre os profissionais e da continuidade dos
encaminhamentos. Cada serviço tem uma responsabilidade nesse percurso, e a
articulação permite que essas responsabilidades se encontrem.
Naquela manhã, a rede de proteção voltou seu olhar para os caminhos que uma criança ou um adolescente pode precisar percorrer em um momento difícil. O compromisso firmado é fazer com que, em cada etapa, haja orientação, acolhimento e cuidado — para que a proteção alcance quem precisa dela, inclusive onde o rio torna a distância maior.
✍️ Por: Cleudon França
📸 Fotos: Sávio Silva


















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