quinta-feira, 23 de julho de 2026

Entre Trilhas, Cachoeiras e Esperança: uma expedição que revela o compromisso de Marechal Thaumaturgo com o turismo sustentável.

Equipe SEMATUR, COMTUR e ICMBio

Na imensidão da floresta amazônica, onde o som das águas se mistura ao canto dos pássaros e o verde parece não ter fim, uma equipe caminhava movida por um propósito que vai muito além da simples abertura de trilhas. Cada passo representava cuidado, responsabilidade e a convicção de que proteger a natureza é também preparar o futuro de um município que tem na biodiversidade uma de suas maiores riquezas.

Na última terça-feira (22/07), colaboradores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (SEMATUR) de Marechal Thaumaturgo, acompanhados pelo colaborador do ICMBio no município, Arquires Baptista Gomes, e por membros do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR/MTH), realizaram uma importante expedição técnica voltada à vistoria, ao mapeamento, ao georreferenciamento das trilhas ecológicas e à fiscalização ambiental na região da Cachoeira do Quitéria, localizada na confluência entre o Projeto de Assentamento Amônia (PA Amônia) e o Parque Nacional da Serra do Divisor.

Mais do que registrar coordenadas ou identificar caminhos, a missão teve como objetivo conhecer detalhadamente uma área de extraordinária beleza natural, onde a força das águas e a exuberância da floresta revelam um dos maiores potenciais turísticos de Marechal Thaumaturgo. A região abriga três grandes atrativos naturais: a Cachoeira Grande (Aparição), a Cachoeira do Quitéria e a Cachoeira do Cachoeirinha. Juntas, elas integram uma área estratégica que vem sendo estudada pela SEMATUR e pelo COMTUR para a criação de uma futura rota de ecoturismo, capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável do município, valorizando a natureza, gerando oportunidades para as comunidades locais e fortalecendo a economia do turismo.

Entretanto, em meio à grandiosidade da paisagem, a equipe também encontrou uma realidade que desperta preocupação. Durante a fiscalização ambiental foram recolhidos diversos resíduos sólidos abandonados ao longo das trilhas e nas proximidades da Cachoeira do Quitéria. Garrafas de vidro, latas de alumínio, embalagens plásticas e outros materiais descartados por visitantes permaneceram espalhados pela floresta, deixando marcas que contrastam com a beleza intocada daquele cenário amazônico.

Cada resíduo recolhido representou mais do que um gesto de limpeza. Foi um ato de respeito pela floresta, pelos rios, pelos animais e pelas futuras gerações que também merecem contemplar aquele patrimônio natural em sua plenitude. A natureza oferece paisagens inesquecíveis, mas depende da consciência humana para continuar sendo fonte de vida, contemplação e desenvolvimento.

O trabalho realizado demonstra que construir um turismo sustentável exige planejamento, conhecimento técnico e compromisso coletivo. Antes de abrir caminhos para visitantes, é preciso compreender o território, identificar riscos, mapear atrativos, garantir segurança e, principalmente, fortalecer a cultura da preservação ambiental.

A expedição está longe de terminar. Já na próxima semana, a equipe deverá seguir rumo às outras duas cachoeiras da região — Cachoeira Grande (Aparição) e Cachoeira do Cachoeirinha — dando continuidade às ações de vistoria técnica, mapeamento, georreferenciamento das trilhas ecológicas e fiscalização ambiental. Cada nova trilha percorrida representa mais um capítulo na construção de um projeto que busca transformar o potencial natural de Marechal Thaumaturgo em referência de turismo ecológico responsável na Amazônia.

Enquanto alguns enxergam apenas trilhas em meio à mata, aqueles que participaram dessa jornada viram possibilidades. Viram desenvolvimento aliado à conservação, oportunidades para as comunidades, valorização do patrimônio natural e a certeza de que preservar hoje é garantir que as cachoeiras do Parque Nacional da Serra do Divisor continuem encantando visitantes e orgulhando o povo de Marechal Thaumaturgo pelas próximas gerações.
















✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Equipe SEMATUR, COMTUR e ICMBio.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Quando a floresta se transforma em sala de aula: Curso Técnico em Bioeconomia é encerrado com expedição na RESEX Alto Juruá.

Expedição Técnica Curso Agente de Desenvolvimento Sócio Ambiental

Há lugares onde a educação ultrapassa as paredes da sala de aula e encontra seu verdadeiro sentido na vivência. Em Marechal Thaumaturgo, foi exatamente isso que aconteceu com o encerramento do Curso Técnico em Bioeconomia – Agente de Desenvolvimento Socioambiental, promovido pelo Governo do Estado do Acre, por meio do IEPTEC/CEFLORA, em parceria com a Prefeitura de Marechal Thaumaturgo (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo). A conclusão da formação aconteceu de forma simbólica e inspiradora: uma Expedição Técnica, realizada nos dias 11 e 12 de julho, levando professores e alunos ao Rio/Igarapé Acuruá, na comunidade Deus é Fiel, localizada na Reserva Extrativista Alto Juruá (RESEX).

Mais do que uma viagem de campo, a expedição representou o encontro entre conhecimento científico, saberes tradicionais e o modo de vida das famílias extrativistas que, diariamente, demonstram que é possível produzir, conservar e gerar renda sem romper o equilíbrio da floresta. Foi a confirmação de que a Amazônia não é apenas um território de riquezas naturais, mas também um espaço privilegiado de aprendizagem.

Com o tema "Empreendedorismo Socioambiental, Sistemas Agroflorestais (SAFs), Economia Circular e Bioeconomia Amazônica: Vivência Prática em Comunidades Extrativistas da RESEX", a atividade consolidou todo o conhecimento construído ao longo da formação. Cada conversa, cada trilha percorrida, cada propriedade visitada e cada experiência compartilhada transformaram-se em uma verdadeira aula sobre desenvolvimento sustentável.

Durante a expedição, os futuros Agentes de Desenvolvimento Socioambiental puderam conhecer experiências bem-sucedidas de Sistemas Agroflorestais (SAFs), compreendendo como a diversidade de espécies cultivadas fortalece a produção agrícola, recupera áreas degradadas e conserva a biodiversidade amazônica. Também observaram como o empreendedorismo socioambiental tem fortalecido a autonomia econômica das famílias da reserva, agregando valor aos produtos da floresta e criando oportunidades sustentáveis para as comunidades.

Outro aspecto marcante foi a oportunidade de compreender, na prática, os princípios da economia circular, percebendo como resíduos podem ser reaproveitados e como os recursos naturais podem ser utilizados de forma inteligente e responsável. Ao mesmo tempo, os estudantes conheceram cadeias produtivas sustentáveis desenvolvidas pelas famílias locais, registrando técnicas, experiências e reflexões que certamente servirão de base para sua futura atuação profissional.

Mais do que conteúdos técnicos, a expedição proporcionou um exercício de sensibilidade. Os alunos puderam vivenciar a rotina das comunidades tradicionais, compreender sua profunda relação de pertencimento com a floresta e reconhecer que o desenvolvimento da Amazônia passa, necessariamente, pela valorização daqueles que historicamente aprenderam a viver em harmonia com ela.

As temáticas abordadas ao longo da atividade — Bioeconomia Amazônica, Empreendedorismo Socioambiental, Sistemas Agroflorestais (SAFs), Economia Circular, Conservação dos Recursos Naturais, Desenvolvimento Sustentável, Produção Familiar Sustentável e Valorização dos Saberes Tradicionais — deixaram de ser apenas conceitos presentes nas apostilas para se transformarem em experiências concretas, vividas às margens dos rios e sob a sombra das árvores que sustentam a vida amazônica.

O encerramento do curso simboliza também o nascimento de uma nova geração de profissionais comprometidos com o futuro da floresta. Homens e mulheres preparados para atuar como multiplicadores de conhecimento, agentes de transformação social e ambiental, incentivando práticas sustentáveis e fortalecendo as economias locais baseadas na sociobiodiversidade.

Ao final da expedição, ficou evidente que formar um Agente de Desenvolvimento Socioambiental é muito mais do que transmitir conteúdos. É despertar o olhar para a floresta, fortalecer o respeito pelos povos tradicionais e compreender que desenvolvimento e conservação caminham lado a lado quando existe conhecimento, responsabilidade e compromisso coletivo.

Assim, entre rios, igarapés, sistemas agroflorestais, histórias de vida e ensinamentos compartilhados, encerrava-se oficialmente uma etapa importante da formação técnica. Mas, para cada aluno presente, iniciava-se uma nova missão: levar adiante os princípios da bioeconomia amazônica, tornando-se protagonista na construção de uma Amazônia mais sustentável, inclusiva e próspera para as atuais e futuras gerações.








































✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Alunos do Curso Técnico – Agente Desenvolvimento Sócio Ambiental

POSTAGEM EM DESTAQUE

DO SERINGAL MINAS GERAIS À BELA CIDADE DE MARECHAL THAUMATURGO.

“O Tempo Nos Trouxe o Progresso: O Saudoso Seringal Minas Gerais é Agora, a Bela Cidade de Marechal Thaumaturgo”!   Marechal Thaumatur...