quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CMDCA e Comitê de Gestão Colegiada de M. Thaumaturgo revisam e atualizam protocolo e fluxos integrados gerais e setoriais de atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

Presentes na Reunião

Na manhã de terça-feira, 13 de outubro de 2026, o Centro do Idoso Adalberto Etelvino Fernandes recebeu um encontro dedicado a fortalecer os caminhos da proteção em Marechal Thaumaturgo. Reunidos, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente — CMDCA e o Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e de Proteção Social das Crianças e dos Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência apreciaram a revisão e a atualização do Protocolo e dos Fluxos Integrados Gerais e Setoriais de Atendimento.

Sobre a mesa, documentos que organizam responsabilidades. Por trás de cada encaminhamento, vidas que precisam de acolhimento, respeito e respostas. Afinal, quando uma criança ou um adolescente sofre ou testemunha uma violência, o caminho até a proteção precisa ser compreensível para quem atende e acessível para quem necessita de cuidado.

Conduzida pelo presidente do CMDCA e articulador municipal do Selo UNICEF, Cleudon Silva França, e secretariada pela primeira secretária do Conselho, Maria Marciane Gomes da Silva, a reunião abriu espaço para a apresentação dos documentos revisados, o destaque de pontos relevantes e a discussão entre os participantes. Após a apreciação, o protocolo e os fluxos foram aprovados por unanimidade pelos presentes.

O fluxo geral apresenta o percurso integrado do atendimento; os fluxos setoriais detalham a atuação de cada área e órgão. Essa organização ajuda a rede a compreender suas responsabilidades e a conectar os serviços, para que o encaminhamento tenha continuidade e a criança ou o adolescente encontre amparo ao longo do atendimento.

Em Marechal Thaumaturgo, esse trabalho também precisa dialogar com a geografia e com a diversidade do território. Entre a sede, as vilas, as comunidades ribeirinhas e os territórios indígenas, há distâncias que exigem articulação. A proteção deve considerar as condições de acesso aos serviços e respeitar os diferentes contextos culturais das famílias.

É nesse cotidiano que os documentos ganham sentido. Um fluxo bem compreendido orienta decisões; um protocolo compartilhado ajuda a organizar o cuidado. A integração busca reduzir a repetição desnecessária dos relatos e prevenir a revitimização, preservando a dignidade de quem já vivenciou uma situação de violência.

A escuta protegida exige sensibilidade e responsabilidade. Cada relato pertence a uma pessoa em desenvolvimento, com sentimentos, vínculos e direitos. Por isso, acolher também significa respeitar seu tempo, sua privacidade e suas necessidades, conduzindo o atendimento com atenção e cuidado.

A aprovação dos documentos registra um compromisso coletivo. Sua efetividade dependerá da aplicação no trabalho diário, do diálogo entre os profissionais e da continuidade dos encaminhamentos. Cada serviço tem uma responsabilidade nesse percurso, e a articulação permite que essas responsabilidades se encontrem.

Naquela manhã, a rede de proteção voltou seu olhar para os caminhos que uma criança ou um adolescente pode precisar percorrer em um momento difícil. O compromisso firmado é fazer com que, em cada etapa, haja orientação, acolhimento e cuidado — para que a proteção alcance quem precisa dela, inclusive onde o rio torna a distância maior.







✍️ Por: Cleudon França

📸 Fotos: Sávio Silva

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