Semana de Combate à Violência transforma escolas de Marechal Thaumaturgo em voz ativa.

Ações da Semana de Combate a Violência Contra Mulher nas Escolas do Munícipio de Marechal Thaumaturgo

Março não passou despercebido. Em cada sala de aula, em cada pátio de escola, algo diferente acontecia — não era apenas conteúdo, era consciência sendo construída. A mudança na Lei Federal de Nº. 9.394/1996, fortalecida pela legislação de 2021, deixou de ser um texto jurídico distante para se tornar prática viva: ensinar a prevenir a violência contra a mulher como parte essencial da formação de cada estudante.

Em Marechal Thaumaturgo/AC, a educação assumiu seu papel mais humano. A Secretaria Municipal de Educação – na pessoa do secretário de Educação Prof. Eclínio Furtado, mobilizou todas as escolas da rede — da zona urbana e aos caminhos mais longínquos da zona rural — para que a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher não fosse apenas uma exigência legal, mas um compromisso coletivo.

E foi assim que o calendário ganhou alma.

Durante uma semana, os conteúdos deram lugar ao diálogo aberto. Professores, antes acostumados a ensinar fórmulas e regras, passaram a conduzir conversas sobre respeito, dignidade e direitos humanos. Alunos, muitas vezes silenciosos, encontraram espaço para ouvir e, sobretudo, falar.

A escola se abriu para a comunidade.

A Coordenadoria da Mulher levou orientação e acolhimento. Profissionais da Assistência Social contribuíram com um olhar sensível sobre as vulnerabilidades sociais. Os Conselho Tutelar e o CMDCA reforçaram a importância da proteção integral. Já a Polícia Militar e a Polícia Civil trouxeram informações sobre prevenção, denúncia e segurança.

Mas, entre todas essas presenças, havia algo ainda mais forte: o despertar. Despertar de uma menina que aprendeu que sua voz importa. Despertar de um menino que entendeu que respeito se constrói. Despertar de uma comunidade escolar que percebeu que educar também é proteger. A obrigatoriedade da semana, válida para todos os municípios do Brasil, não se mostrou como imposição — mas como oportunidade. Porque quando a lei encontra propósito, ela deixa de ser obrigação e se transforma em transformação.

E, ao final da semana, ficou claro: não era sobre cumprir um calendário. Era sobre romper ciclos.

As escolas de Marechal Thaumaturgo provaram que a educação, quando alinhada à justiça e à empatia, é capaz de fazer mais do que ensinar — é capaz de mudar histórias.











✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Autorias Diversos II Fotos Cedidas.

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