segunda-feira, 6 de abril de 2026

07 de Abril: Quando o Silêncio Pede Voz.

07 de Abril - Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

Há datas que passam como folhas ao vento. Outras, não. O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, instituído pela Lei Federal de Nº. 13.277/2016, não é apenas uma marca no calendário — é um chamado. Um chamado urgente, humano, necessário.

Nas salas de aula, nos corredores, nos grupos de mensagens e até nos olhares que se desviam, o bullying se esconde. Ele não grita, muitas vezes. Sussurra. Repete. Fere. São atos intencionais, constantes, quase sempre silenciosos para quem está de fora — mas ensurdecedores para quem sente. Violência física, palavras que cortam, gestos que excluem, mensagens que humilham. O bullying tem muitas formas, mas um só efeito: machucar.

O dia 7 de abril carrega o peso da memória. Ele nos remete ao Massacre de Realengo, em 2011, no Rio de Janeiro — uma tragédia que chocou o país e escancarou feridas profundas. Entre elas, a dor não tratada de quem um dia também foi vítima. Lembrar é necessário. Não para reviver o horror, mas para impedir que ele encontre espaço novamente.

Mas esta data também é sobre esperança. Sobre transformação.

Em Marechal Thaumaturgo, no coração da floresta e da comunidade, a luta ganha rosto, nome e ação. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA), o Programa Selo UNICEF e a Escolinha CF7 do Club Desportivo Sport Boys se unem como uma rede de proteção e consciência. Não apenas falam — fazem. Educam. Orientam. Acolhem.

Porque combater o bullying não é tarefa de um só. É compromisso coletivo. É o professor que observa além da matéria. É o pai que escuta além das palavras. É o colega que escolhe apoiar, em vez de rir. É o aluno que encontra coragem para denunciar. É, acima de tudo, a construção diária de um ambiente onde o respeito não seja exceção — mas regra.

O 7 de abril não resolve tudo. Mas acende luzes. Provoca diálogos. Planta sementes. E talvez seja isso que mais precisamos: menos silêncio, mais escuta; menos julgamento, mais empatia; menos dor escondida, mais mãos estendidas.

Porque toda escola deve ser território de sonhos — nunca de medo.


✍️ Por: Cleudon França.

📸 Fotos: Arquivo pessoal Cleudon França.

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