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| 07 de Abril - Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola |
Há datas que passam como folhas ao
vento. Outras, não. O Dia
Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola,
instituído pela Lei Federal de Nº. 13.277/2016, não é apenas uma marca no
calendário — é um chamado. Um chamado urgente, humano, necessário.
Nas salas de aula, nos corredores,
nos grupos de mensagens e até nos olhares que se desviam, o bullying se
esconde. Ele não grita, muitas vezes. Sussurra. Repete. Fere. São atos
intencionais, constantes, quase sempre silenciosos para quem está de fora — mas
ensurdecedores para quem sente. Violência física, palavras que cortam, gestos
que excluem, mensagens que humilham. O bullying tem muitas formas, mas um só efeito:
machucar.
O dia 7 de abril carrega o peso da
memória. Ele nos remete ao Massacre
de Realengo, em 2011, no Rio de Janeiro — uma tragédia que
chocou o país e escancarou feridas profundas. Entre elas, a dor não tratada de
quem um dia também foi vítima. Lembrar é necessário. Não para reviver o horror,
mas para impedir que ele encontre espaço novamente.
Mas esta data também é sobre
esperança. Sobre transformação.
Em Marechal Thaumaturgo, no coração
da floresta e da comunidade, a luta ganha rosto, nome e ação. O Conselho Municipal dos Direitos da
Criança e do Adolescente (CMDCA), o Núcleo de Cidadania de Adolescentes
(NUCA), o Programa
Selo UNICEF e a Escolinha
CF7 do Club Desportivo Sport Boys se unem como
uma rede de proteção e consciência. Não apenas falam — fazem. Educam. Orientam.
Acolhem.
Porque combater o bullying não é
tarefa de um só. É compromisso coletivo. É o professor que observa além da
matéria. É o pai que escuta além das palavras. É o colega que escolhe apoiar,
em vez de rir. É o aluno que encontra coragem para denunciar. É, acima de tudo,
a construção diária de um ambiente onde o respeito não seja exceção — mas
regra.
O 7 de abril não resolve tudo. Mas
acende luzes. Provoca diálogos. Planta sementes. E talvez seja isso que mais
precisamos: menos silêncio, mais escuta; menos julgamento, mais empatia; menos
dor escondida, mais mãos estendidas.
Porque toda escola deve ser
território de sonhos — nunca de medo.
✍️ Por: Cleudon
França.
📸 Fotos: Arquivo
pessoal Cleudon França.
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