A Maior das Batalhas
Ter que explicar uma homenagem, como a feita pelo Vasco ao Flamengo, nesta quarta-feira, contra o Resende, é o que faz dela importante. É como dizer ‘eu te amo’ para alguém e ter que justificar em seguida, como se demonstração de afeto fosse crime. E, no Brasil, às vezes, realmente parece ser. Por isso precisa ser combatido. Se fosse óbvia, a homenagem, não seria tão grande. É exatamente o inesperado que faz dela especial. A incapacidade de alguns – poucos – em ver na bandeira rubro-negra o rosto dos meninos do Ninho e não um símbolo adversário é o que faz do ato tão relevante: as pessoas estão cegas. Quebrar o peso da rivalidade era o mínimo que o clube, que já havia disponibilizado psicólogos e assistentes sociais para ajudar os familiares das vítimas, poderia fazer em tempos tão complicados. Porque o peso do tributo é exatamente este: o Vasco e o Flamengo, juntos, num raro momento em mais de 100 anos. E se não fosse em uma tragédia absurda e dolorosa como essa, em mais nada ...